A concessão da Rota da Celulose se consolidou como um dos principais temas da agenda de infraestrutura de Mato Grosso do Sul em 2025. O projeto, que prevê R$ 10 bilhões em investimentos privados ao longo de 30 anos, envolve 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais estratégicas para o escoamento da produção industrial, especialmente do setor de celulose.
O leilão, realizado na B3, em São Paulo, atraiu quatro grupos com atuação nacional em concessões rodoviárias. Ao longo do processo, a concorrência passou por disputas administrativas e sucessivas suspensões, motivadas por recursos apresentados por consórcios participantes, o que atrasou a definição do vencedor e a assinatura do contrato.
Apesar dos entraves, o projeto manteve relevância por prever duplicações, melhorias de segurança, implantação de pedágios eletrônicos e modernização de trechos das BR-262, BR-267 e das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. O debate em torno do leilão marcou 2025 como um ano decisivo para a estruturação logística do chamado Vale da Celulose e para a política de concessões rodoviárias no Estado.

