A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morreu após cair enquanto fazia uma trilha na borda do Monte Rinjani, em Lombok, Indonésia, no dia 21 de junho. A jovem foi localizada apenas na terça-feira (24), e o resgate do corpo ocorreu na quarta-feira (25). O caso mobilizou autoridades locais e a Embaixada do Brasil em Jacarta, que acompanhou de perto as operações de salvamento.
Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), a demora em alcançar Juliana se deveu à dificuldade de acesso, às condições meteorológicas e à logística complexa do resgate. Drones com sensores térmicos não conseguiram localizá-la nos primeiros dois dias. Apenas na manhã de segunda-feira (23) ela foi encontrada, ainda viva, mas imóvel.
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Mariana Marins, irmã de Juliana, esclarece o acidente durante coletiva de imprensa
A família de Juliana questionou a condução das operações de resgate, alegando negligência. Em nota publicada nas redes sociais, os parentes afirmaram que, se a equipe tivesse chegado em até sete horas após o acidente, a brasileira poderia ter sobrevivido. A Basarnas, por sua vez, destacou os desafios do terreno, a névoa densa e a instabilidade do solo, e defendeu o empenho de suas equipes.
O governador de West Nusa Tenggara, Lalu Iqbal, reconheceu a insuficiência da infraestrutura e dos equipamentos disponíveis para missões de resgate desse tipo, destacando o esforço das equipes que arriscaram a própria segurança para tentar salvar Juliana. “Na nossa cultura, aqueles que entram na nossa terra são considerados família”, afirmou.
O corpo da jovem foi transportado de volta ao Brasil em um voo comercial, desembarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo na terça-feira (1º), e posteriormente levado à Base Aérea do Rio de Janeiro em transporte da Força Aérea Brasileira (FAB).
A família solicitou a investigação da Polícia Federal sobre o vazamento do laudo de autópsia realizado no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, que indicou trauma contundente e hemorragia decorrente de lesões internas como causa da morte. Os parentes contestam parte das conclusões do exame realizado na Indonésia e pretendem divulgar detalhes do novo laudo em entrevista coletiva.


