Ricardo Stuckert / PR
06.07.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para Fotografia de família dos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros do BRICS, no Museu de Arte Moderna (MAM). Na foto (da esquerda para a direita): Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov; Xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan; Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi, Xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan; Presidente da Indonésia, Prabowo Subianto; Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa; Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi; Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Qiang; Primeiro-Ministro da República Democrática Federal da Etiópia, Abiy Ahmed Ali; Primeiro-Ministro do Egito, Mostafa Kemal Madbouly e o Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Seyed Abbas Araghchi. Rio de Janeiro - RJ
Em janeiro, o Brasil assumiu a presidência rotativa do Brics em um contexto de expansão do bloco e de maior exposição internacional. A liderança brasileira coincidiu com a entrada de novos membros e parceiros, definida na cúpula de Kazan, em 2024, e colocou o país no centro da coordenação de um grupo ampliado, reunindo economias emergentes de diferentes regiões.
Joédson Alves/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante pronunciamento ao final do Brics
Ao longo do ano, o Brics incorporou a Indonésia como membro pleno e formalizou a adesão de países como Nigéria, Cuba, Bolívia, Malásia e Tailândia na condição de parceiros. A ampliação reforçou o peso político e econômico do bloco, que passou a representar mais de 40% da população mundial e cerca de 37% do Produto Interno Bruto global em paridade de poder de compra. Sob a presidência brasileira, ganharam destaque pautas como a reforma da governança global, o fortalecimento da cooperação entre países do Sul Global e o avanço das discussões sobre o uso de moedas locais no comércio internacional.
A atuação do Brics em 2025 também foi marcada por tensões com os Estados Unidos. Durante a cúpula realizada no Rio de Janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que “qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%”, ao criticar o posicionamento do bloco. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “nós não queremos imperador” e ressaltou que os países são soberanos, defendendo o direito de adotar políticas comerciais próprias e de seguir discutindo alternativas ao dólar no comércio internacional.


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