Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicada na edição desta segunda-feira (10), o ex-governador e candidato a retornar ao cargo, José Orcírio Miranda dos Santos (o Zeca do PT) disse que não irá fazer acusações e nem “ficar com o dedo em riste” para apontar os problemas da administração do atual governador André Puccinelli (PMDB). “Vou trabalhar com o que tenho demais evidente: minha inocência em relação às acusações e o trabalho que o PT fez e vem fazendo no MS”, afirmou.
No entanto, Zeca não deixou de “alfinetar” Puccinelli e afirmou que ele tem obrigação de apoiar a candidata do PT, Dilma Roussef, à presidência da República. “O Puccinelli tem a obrigação moral de apoiar a Dilma, porque o governo Lula injetou nesses quatro anos do mandato Puccinelli um total igual ou até superior a R$ 8 bilhões. Ele fica aí, fazendo festa com Minha Casa, Minha Vida e até entrega de geladeiras, entre outros programas sociais do governo federal”.
Sobre as tais “acusações”, o candidato disse que durante os quatro anos que está afastado da vida pública, terminou o curso de Direito, na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e “fiquei fazendo a defesa de acusações, entre elas mais de uma dúzia de processos armados pelos meus inimigos”.
A maioria dos processos contra o ex-governador Zeca do PT que chegaram ao Poder Judiciário é sobre o uso indevido de aproximadamente R$ 180 milhões, destinados à publicidade oficial do governo do Estado. O Ministério Público do Estado arrolou nas provas faturas, notas fiscais, registros fictícios de credores e empresas fantasmas e, além disso, mais R$ 30 milhões distribuídos para 33 pessoas, entre elas políticos e empresários, que poderiam prejudicar seu governo.
Em campanha, o ex-governador está visitando todos os municípios do Estado e conversando com correligionários sobre comportamento de cada líder petista, diante das acusações que sofreu.(Com informações do Estadão)
Por: Lucia Morel - (www.capitalnews.com.br)
