O presidente da Assembleia legislativa de MS, Jerson Domingos, deputado pelo PMDB, considerou na manhã desta terça-feira (10) que a batalha para conquistar o PDT foi ganha pelo seu partido. Mas ele lembrou que foi uma reconquista, pois os pedetistas também já caminharam junto ao PMDB ou mesmo que não era porque eles estavam “em uma oposição” que não poderiam ter amizade. Em política não existe ou não pode existir inimizade e sim adversidade momentânea. Mas incoerências, não são fáceis de aceitar apontou Jerson.
O político experiente exemplificou a idas e vindas de partidos em alianças a cada eleição, como “briguinhas de marido e mulher”. Mas já quando é seria, há uma divisão ou uma incompreensão deles ou da população que não é fácil de aceitar ou não se deve aceitar. “Já tivemos o PDT em outros tempos e o que houve no passado recente de irem, por um bom tempo até, com o PT, são as adversidades do período. Mas é difícil de enxergar uma aliança ou apoios como vem sendo feitos pelo PSDB e PT. O PMDB com o PDT já foi comum e tem posturas comuns. Mas os dois, tucanos e petistas, contem adversidade ou adversários mesmo por sempre. Como vai explicar agora”, apontou um dos lideres do PMDB.
Jerson lembrou que é um direito de todos os partidos de procurarem a todos os que possuem legitimidade, poder de fogo e querem fazer um projeto político em comum. Mas volta a ratificar as incoerências e indaga como fica a situação em futuro próximo.
“É um direito de todos, só acho incoerente essa união de ‘inimigos’. O processo democrático permite as alianças, o que avalio é a incoerência e com isso o futuro que se adivem também, pois com isso o PSDB sai do palanque do PMDB, onde sempre teve apoio e nos joga no palanque da Dilma e do Delcídio em 2014, pois temos uma aliança nacional. Mas eles terão candidato próprio também com Aécio Neves e querem palanque. O PSDB sai do palanque do PMDB de 2014”, declarou.
Maturidade do eleitor
O deputado ao ser questionado pela reportagem do Capital News, se o PMDB também não é incoerente ou mesmo não quer ver que os antigos aliados também querem caminhar por mais espaço como um partido mais forte. Ele assim aponta que o eleitor está maduro e ate nem liga ou vê muito esta questão de coligação ou critica por criticas de um lado ou do outro.
“A maturidade do eleitor está muito boa e não vai se deixar levar pela critica por critica de mudanças momentâneas. Ele quer saber do projeto para sua cidade e vida. O eleitor nem vê muito mais essa questão de coligação, que é mais entre os partidos. Ele quer saber de quem fez e fará mais pelo conjunto da política que atinge a todos”, comentou.
