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Política Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012, 15:46 - A | A

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012, 15h:46 - A | A

Vereador do PT afirma que PMDB usa de artimanha para permanecer no comando da Santa Casa

Bruno Chaves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Após audiência pública, que discutiu a situação da Santa Casa, realizada pela Comissão de Saúde da Câmara nesta quarta-feira (21), o vereador Alex (PT) relatou que sem a mobilização da sociedade e o envolvimento de instituições como a Câmara Municipal e o Ministério Público, o destino do maior hospital de Mato Grosso do Sul terá um triste fim em relação ao interesse da população. Ele definiu atual situação da Santa Casa como uma artimanha do PMDB para continuar o no controle da instituição.

"O PMDB perdeu a eleição, o governador e o prefeito foram derrotados, um vai sair em dezembro e outro só tem mais dois anos. Está claro que a artimanha para ficar com o controle da Santa Casa visa a garantir um bom negócio para quem perdeu a disputa eleitoral", denunciou o vereador.

De acordo com informações da assessoria do vereador, Alex responsabiliza o prefeito Nelson Trad Filho e o governador André Puccinelli pela tentativa de assumir o controle do hospital com um golpe grosseiro, ao formar um quadro artificial de associados recrutados entre correligionários políticos e servidores estaduais e municipais lotados em cargos de comissão.

O vereador ainda suspeita que a dívida acumulada da Santa Casa possa ser transformada em mais uma bomba de efeito retardado para explodir na gestão do prefeito eleito, Alcides Bernal (PP).

"A dívida da Santa Casa, de R$ 130 milhões, tem como avalistas compromissados o Município e o Estado, segundo o entendimento firmado junto ao Ministério Público desde a intervenção. E esse entendimento, aceito e lavrado por todas as partes, define que caso a direção do hospital não fizesse o pagamento da dívida, ela seria quitada meio a meio entre Prefeitura e Governo do Estado", observou Alex. "Se nada for feito para evitar isso, o novo prefeito já assumiria com uma conta de R$ 65 milhões em seu colo", alertou.

Próxima etapa

“Não tenho dúvidas: se for consumado o golpe para derrubar o atual quadro associativo, a Santa Casa vai cair nas mãos de um grupo que não pensa na saúde pública como direito de todas as pessoas, e sim como um instrumento de mercantilização da assistência médica e hospitalar", alertou Alex que é membro da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania.

Segundo a assessoria, Alex defendeu o encaminhamento dado pela audiência, a convocação dos secretários de saúde municipal e estadual, Leandro Mazina e Beatriz Dobashi, respectivamente, além de representantes do Ministério Público e da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), entidade que vinha respondendo pela instituição de saúde, que estava sob intervenção desde 2006.

"O que se deseja, entre outras coisas indispensáveis, é transparência na gestão da Santa Casa", reforçou Alex.

Está prevista para a próxima quarta-feira (28), nova audiência pública a ser realizada pela Comissão Especial para resolver os problemas da Santa Casa. A reunião será, novamente, na Câmara Municipal de Vereadores.

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