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Capital

Motorista de aplicativo é preso por suspeita de abuso sexual em Campo Grande

Homem teve prisão temporária decretada por 30 dias após denúncia de passageira de 20 anos

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/PCMS

Motorista de aplicativo é preso por suspeita de abuso sexual em Campo Grande

Motorista de aplicativo é preso por suspeita de abuso sexual em Campo Grande

Um motorista de aplicativo foi preso na noite deste domingo (13), em Campo Grande, suspeito de abusar sexualmente de uma passageira de 20 anos. A prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, foi cumprida pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) após determinação da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, o homem foi localizado na Avenida Mato Grosso e levado para a delegacia. A vítima relatou que solicitou uma corrida na madrugada de sábado (12), após sair de uma festa na região central da Capital.

Conforme o depoimento, ao chegar próximo à residência da passageira, na região da Júlio de Castilho, o motorista teria trancado as portas do veículo e feito comentários sobre a aparência dela. A mulher, que é trans, afirmou que tentou deixar o carro, mas foi impedida.

Ainda segundo o relato, o suspeito teria ido para o banco traseiro e a obrigado a praticar ato sexual contra a vontade dela. A vítima conseguiu abrir uma das portas e correu para dentro de casa. O motorista teria permanecido alguns instantes em frente ao imóvel antes de deixar o local.

O vestido usado pela vítima foi recolhido pela Deam e ela passou por exames, além de iniciar tratamento preventivo contra infecções sexualmente transmissíveis. Os primeiros resultados informados foram negativos para HIV e sífilis.

Após o caso ganhar repercussão, outras pessoas procuraram a vítima com relatos envolvendo o motorista. As informações ainda serão apuradas pela polícia. Segundo a decisão judicial, esses relatos também foram considerados para justificar a prisão temporária e aprofundar as investigações.

A Justiça ainda determinou medidas protetivas de urgência, incluindo a proibição de aproximação e contato com a vítima. O suspeito permanece à disposição da Justiça e a Polícia Civil investiga o caso e a possível existência de outras vítimas.

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