Em sessão na manhã desta segunda-feira (10) na Câmara de Campo Grande os vereadores debateram sobre o pagamento do GISA, com rombo de 8,2 milhões aos cofres públicos, com a inexistência do serviço contratado na gestão do ex-prefeito da Capital, Nelson Trad Filho.
Na ocasião, Edil Albuquerque (PMDB) destacou que a responsabilidade era da gestão anterior. “A responsabilidade é da prefeitura mas depois tem que apurar e condenar os culpados cobrando judicialmente deles”, destaca o líder do prefeito na câmara.
Já Alex do PT lembrou que quem perde é a população com tantos escândalos envolvendo a saúde pública em Campo Grande. “Infelizmente é assim, a prefeitura não pode assumir essa dívida quieta, tem que reclamar e cobrar os responsáveis, quem perde com isso é a população pois não tem um serviço de qualidade numa esfera tão importante como a saúde para as pessoas”, aponta o vereador.
Dinheiro de volta aos cofres públicos
A prefeitura divulgou na tarde da última segunda-feira (9), através de nota oficial uma proposta sobre o Gisa, (Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde). A prefeitura tinha até a data do dia 9 para apresentar um acordo de pagamento da dívida, que soma quase 8,2 milhões. O prefeito Gilmar Olarte comunicou publicamente que a Prefeitura de Campo Grande irá devolver ao Ministério da Saúde os recursos pagos por convênio, e que isso será feito através de um depósito imediato de R$1,5 milhão e o restante propõe pagar em 60 parcelas de aproximadamente R$ 100 mil.
“Acatamos a decisão de devolvermos os recursos para o Ministério da Saúde para não termos problemas com os convênios firmados para a saúde junto ao governo federal. A solução do parcelamento é paliativa. Não estou feliz em fazer a devolução do dinheiro, mas trabalhamos com responsabilidade”, ponderou Olarte em nota. Segundo Olarte, foram feitos laudos sobre o funcionamento do Gisa, na administração anterior tanto por parte do Ministério da Saúde e do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMT).
“Os laudos informaram que o sistema é inviável e não funciona. Vamos fazer uma devolução organizada para não ter prejuízo para ninguém. Vamos pedir a reparação, judicialmente, para ter os recursos gastos com o Gisa de volta aos cofres públicos”, frisou o prefeito. Pela nota, o prefeito ainda afirmou que para que os usuários da saúde de Campo Grande não tenham prejuízos, o IMTI já está desenvolvendo um novo sistema que faz a mesma função do Gisa. “Este sistema já está sendo utilizado no Centro Municipal Pediátrico (Cempe) e tem sido satisfatório para o bom atendimento à população”, concluiu o prefeito.
