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Política Quarta-feira, 20 de Abril de 2016, 07:00 - A | A

Quarta-feira, 20 de Abril de 2016, 07h:00 - A | A

Liminar

STF determina que União mude cobrança da dívida de Mato Grosso do Sul

Liminar garante que estado pague dívida com juros simples, mais baixos que os atuais

Adriel Mattos
Capital News*

José Cruz/Agência Brasil

STF determina que União mude cobrança da dívida de Mato Grosso do Sul

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, convocou audiência entre governadores de estados endividados e o ministro da Fazenda para discutir a dívida

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União mude a forma de cobrança da dívida do estado de Mato Grosso do Sul. A liminar garante o cálculo e o pagamento da dívida pública seja renegociada de forma linear com juros simples, e não de forma capitalizada, com a incidência de juros compostos.

 

Isso significa que o governo do estado terá como base a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), que hoje é de 1,16% ao mês. Esse índice é definido pelo Banco Central do Brasil (BCB) e é usado como base para bancos delimitarem os juros.

 

Como a decisão do ministro Edson Fachin é liminar, o mérito da questão será julgado ainda na próxima quarta-feira (27). Outros estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina já obtiveram no STF decisões semelhantes para evitar que a União aplique sanções contra os governos, como bloqueio de recurso.

 

“A situação informada pelo impetrante [estado], é, portanto, semelhante à que levou o Plenário a conceder a providência cautelar, apenas para sustar a aplicação das penalidades decorrentes do contrato de refinanciamento”, escreveu Fachin em sua decisão.

 

José Cruz/Agência Brasil

STF determina que União mude cobrança da dívida de Mato Grosso do Sul

Governador Reinaldo Azambuja durante a audiência

Audiência

Na terça-feira (19), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) participou de audiência no STF com outros chefes de Executivo estaduais e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Todos os governadores usaram o argumento de que enquanto houve concentração de recursos com a criação de contribuições pela União,  os estados arcaram, cada vez mais,  com a prestação de serviços.

 

A União discorda da cobrança de juros simples. “O problema dos governadores é real , mas essa solução simples é errada. O correto é a proposta que mandamos para o Congresso Nacional”, disse o ministro, ao se referir ao mecanismo de abatimento da meta do superávit primário para manter programas sociais, impedir a paralisação de obras públicas e ajudar na recuperação da economia.

 

 

*Com informações da Agência Brasil

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