Após terem vetado na terça-feira (9) um projeto que diminuiria o número de suplentes no Senado e que impediria que eles fossem parentes conseguíneos ou por afinidade, os senadores voltaram atrás e colocaram em pauta outro projeto com teor semelhante e aprovaram a proposta diante a má impressão causada com a população.
Os senadores trabalharam desde o final da noite de ontem até a madrugada de hoje (11) para consertar o erro cometido anteriormente. Com isso senadores aprovaram outros cinco itens da pauta prioritária elaborada a partir de acordo do presidente da Casa, Renan Calheiros, com os líderes partidários, como forma de atender às recentes demandas da sociedade.
O senador Delcidio do Amral (PT-MS) comemorou na sua página no Facebook a votação. "Finalmente! Daqui pra frente, só 1 suplente sem parente. Aprovado agora no Senado", comentou.
Após arrumarem a “cagada”, os senadores votaram proposta que facilita a apresentação de projetos de iniciativa popular. O texto, de autoria do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e relatado por Lindbergh Farias (PT-RJ), diminui o número de assinaturas necessárias à apresentação de projetos dessa natureza e inclui as propostas de emenda à Constituição entre as matérias que podem ser objeto de iniciativa popular.
Os senadores também concluíram a votação dos projetos que altera o sistema de arrecadação de direitos autorais (PLS 129/2012); que estabelece a definição penal de organização criminosa (PLS 150/2006), e o que cria o sistema nacional de combate à tortura (PLS 11/2013).
