A expectativa do retorno do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) ao Senado não deve mudar os planos da bancada do PT de colocar a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no lugar dele como presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Delcídio foi solto após 87 dias preso suspeito de atrapalhar as investigações da operação Lava-Jato.
O líder do governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT-CE), disse que a decisão de substituir o sul-mato-grossense no comando da CAE não vai mudar. “A bancada tomou uma decisão de que a presidente da CAE será a senadora Gleisi Hoffmann. Essa é uma decisão já tomada, independe [do retorno de Delcídio]”, garantiu.
Pimentel disse ainda que o constrangimento com a volta de Delcídio não é diferente dos demais parlamentares que estão nessa mesma condição. "O constrangimento é permanente. É com relação a todos os senadores que estão sendo investigados", completou.
Porém, a eleição que colocaria a senador Gleisi na presidência da CAE, prevista para esta terça-feira (23), foi cancelada, já que o ofício pedindo a substituição e convocando eleição não foi lido a tempo em plenário,
Pelo termo de compromisso assinado por ele para deixar a prisão no Batalhão de Policiamento de Trânsito do Distrito Federal, a defesa de Delcídio entende que ele não pode ter contato com nenhum investigado da operação. Mas 14 senadores estão nessa condição, inclusive o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Além disso, o senador deve se recolher em casa no período noturno, mas as sessões do Senado se estendem frequentemente até após as 21h. Os advogados de Delcídio decidiram aguardar esclarecimentos sobre como ele deve proceder em relação a essas questões antes de retornar ao Senado.
*Com informações da Agência Brasil

