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Parte das matérias vetadas elevaria despesas públicas e dificultaria o ajuste fiscal do governo
O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT/MS), defende a manutenção da mobilização dos partidos da base aliada no Congresso Nacional, a fim de manter os vetos a projetos ainda não votados, que desequilibram o Orçamento da União e prejudicam o Brasil.
“Vou me reunir ainda hoje (23) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pedir a convocação de uma nova reunião do Congresso ainda este mês para deliberar sobre os vetos que restam na pauta. Temos que tirar isso da frente. A ideia é a acelerar o que falta das votações. Temos outros projetos que estão dependendo delas para entrar na pauta. A oposição reclamava que a gente não dava quórum e ontem quem obstruiu foi a oposição”, argumentou. A derrubada de qualquer veto da Presidência da República exige apoio de pelo menos 41 senadores e 257 deputados.
Na madrugada desta quarta-feira, após quase seis horas, a sessão do Congresso Nacional destinada a analisar 32 vetos da presidente Dilma Rousseff foi suspensa sem que temas polêmicos, como o reajuste de até 78% para servidores do Judiciário fossem votados. O quórum começou a diminuir depois que partidos de oposição passaram a recomendar aos parlamentares de suas bancadas a obstrução da sessão. Mesmo assim, deputados e senadores votaram 26 dos 32 vetos e todos foram mantidos . A apreciação dos seis vetos restantes depende agora de uma nova sessão conjunta do Congresso , em data a ser definida.
