A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Folia da Câmara Municipal de Campo Grande foi indeferida na sessão desta terça-feira (3). O vereador Chiquinho Telles (PSD) propôs à Casa de Leis a instalação da CPI após receber denúncias de que artistas ligados à Fundação Municipal de Cultura não teriam sido pagos, além de haver superfaturamento na realização de eventos culturais em Campo Grande.
Antes de o pedido da instalação ser apreciado, o vereador considerou que 11 vereadores já tinham sinalizado voto favorável para a criação da CPI. Entretanto, os parlamentares Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) retiraram as assinaturas.
“Vamos continuar com a Comissão de Cultura e vou chamar a responsabilidade para os membros, vamos fazer audiência pública eu não vou parar de fazer o meu papel, a Câmara tem o poder de investigar. Já foi encaminhado documentos para o Tribunal de Contas e Ministério Público”, declarou.
Chiquinho reforçou que com apenas um item do relatório de irregularidades da Fundac já seria o suficiente para se criar uma CPI. “Só com o pagamento do grupo Terrasamba, que na verdade quem recebeu R$ 231 mil foi a empresa Eco Vida já poderia ser aberta a Comissão”, detalhou.
Segundo Chiquinho, além do desvio de verbas, há indícios de irregularidades nas contratações de músicos que se apresentaram no aniversário de Campo Grande e até mesmo no Arraial de Santo Antônio.
Conforme o vereador, a empresa Eco Vida é uma empresa que ‘planta grama e não tem capacidade para contratar shows musicais’.
(Matéria editada para acréscimo de informações às 17h20)


