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Eleições 2026

Reinaldo Azambuja defende ferrovias e hidrovias para melhorar escoamento da produção

Candidato ao Senado por MS afirma que infraestrutura logística deve ser prioridade do próximo governo federal

João Gabriel Vilalba
Capital News

Instagagram/@reinaldoazambuja

Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL)

Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL)

Candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja afirmou que o próximo governo federal terá pela frente um desafio logístico de grandes proporções nos próximos anos.

Segundo o ex-governador, o crescimento da produção agroindustrial brasileira exige novas alternativas para o transporte de cargas. Para ele, a produção não pode continuar concentrada nas rodovias, diante do aumento do fluxo de veículos e dos custos de transporte.

A avaliação de Azambuja é de que ferrovias e hidrovias precisam voltar ao centro da agenda nacional, especialmente para o transporte de grandes volumes por longas distâncias.

Para dimensionar o desafio, o candidato cita Mato Grosso do Sul, que, segundo ele, dobrou a produção em dez anos e ainda depende fortemente do transporte rodoviário para o escoamento de grãos, animais e minérios.

“É inconcebível um Estado que produz tanto, que dobrou sua produção em dez anos, transportar tudo em caminhões”, afirma.

Arquivo Governo do MS

Hidrovia do Rio Paraguai

Hidrovia do Rio Paraguai

Azambuja defende investimentos no Rio Paraguai

Parte da solução apontada por Reinaldo está no Rio Paraguai, que possui mais de mil quilômetros de extensão e, segundo o candidato, poderia ampliar sua utilização como corredor de transporte fluvial.

Para isso, ele defende que o Governo Federal destine recursos para a dragagem de pelo menos três trechos considerados críticos para a operação da hidrovia.

Um dos pontos citados é o Passo do Jacaré, localizado na região da passagem da ponte ferroviária, no distrito de Porto Esperança, em Corumbá. Segundo Azambuja, o trecho precisa passar por dragagem para a retificação do canal, que teria sofrido assoreamento e alteração de seu curso, dificultando a passagem de comboios pelo vão central da ponte.

O candidato afirma que a intervenção é uma reivindicação antiga dos operadores da hidrovia.

Azambuja também relaciona o funcionamento da hidrovia à atividade mineradora de Corumbá. Segundo ele, o município produzia cerca de 4 milhões de toneladas de minério e atualmente chega a 12 milhões de toneladas, com potencial para alcançar 30 milhões.

“Hoje esse minério é transportado pela BR-262, que está sendo destruída. Precisamos sair pelo Rio Paraguai. O que falta? A dragagem de três pontos. Estamos falando de impacto ambiental e de intervenções necessárias para garantir uma hidrovia perene, que funcione durante os 12 meses do ano”, afirma.

Menos caminhões na BR-262

Na avaliação do candidato, a utilização plena da hidrovia poderia retirar cerca de mil carretas por dia da BR-262, contribuindo para reduzir o fluxo de veículos pesados na rodovia.

Azambuja também cita possíveis efeitos sobre a segurança viária e a preservação da fauna pantaneira, frequentemente afetada por acidentes envolvendo veículos pesados.

No transporte ferroviário, o candidato defende a recuperação da Malha Oeste.

“A Malha Oeste precisa ser revitalizada e voltar a funcionar”, destaca.

Para Azambuja, a combinação entre os modais hidroviário e ferroviário também poderia reduzir os custos de transporte e aumentar a competitividade da produção brasileira.

“Além da questão da segurança, com a retirada de muitos caminhões das rodovias por conta da hidrovia e da ferrovia, o valor do frete cairia significativamente, melhorando ainda mais a competitividade dos nossos produtos, tanto no mercado nacional quanto no internacional”, explica.

Divulgação/ALL

Companhia ferroviária confirma reativação da Malha Oeste em MS

Ferrovia Malha Oeste em Mato Grosso do Sul precisa voltar a funcionar, afirma Azambuja

Logística como política de Estado

Azambuja afirma que o desafio logístico não é exclusivo de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Brasil ainda concentra grande parte do transporte de cargas nas rodovias, enquanto ferrovias e hidrovias são menos utilizadas para o transporte de grandes volumes e longas distâncias.

Na avaliação do candidato, investimentos na recuperação da malha ferroviária e na dragagem de rios poderiam contribuir para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade da produção nacional.

“É uma política de Estado, que precisa de recursos e planejamento de longo prazo, e não de ações pontuais de governo”, resume.

Ao defender a recuperação da infraestrutura logística, Reinaldo Azambuja afirma que o Governo Federal deve tratar o tema como prioridade para ampliar as condições de desenvolvimento econômico, geração de empregos e renda.

Para o candidato, a melhoria da infraestrutura é necessária para ampliar as alternativas de transporte da produção agrícola, pecuária e mineral de Mato Grosso do Sul e do restante do país.

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