O prefeito Gilmar Olarte (PP), após efetizar a assinatura de convênios em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Detran e Agetran comentou sobre a possível abertura da CPI da Folia, que investiga irregularidades na área de cultura, da gestão do ex-prefeito Alcides Bernal. "Eu sei que o trabalho da Casa de Leis será bem feito. Acredito na competência de todos em buscar a verdade e caso seja constatada as irregularidades dou total apoio para que os culpados sejam punidos. Campo Grande enfrentou uma fase muito difícil e até agora está sofrendo as consequências. Quero que daqui pra frente os erros do passado sejam o máximo reparados e a justiça seja feita aos cofres públicos e a sociedade", destaca o prefeito Gilmar Olarte.
A CPI da Folia pode tomar novos rumos em suas investigações nas próximas semanas. Na última terça-feira, (24) foi reaberta a discussão sobre a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), através de um requerimento enviado pelo vereador Chiquinho Telles (PSD), sobre novos questionamentos de gastos na gestão passada do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) no setor de cultura. Uma das questões é investigar os gastos da cultura em relação à empresa Eco Vida Prestadora de Serviços LTDA e se ela foi responsável, além do carnaval, ter contratado os shows do aniversário da cidade com possíveis indícios de superfaturamento.
Suspeitas
Segundo o vereador Chiquinho Telles (PSD) a hora é certa para iniciar as investigações. “Eu vou ser objetivo e claro, onde tem fumaça tem fogo. Estamos muito próximos de dar continuidade a abertura desta CPI iniciada no início do mês de junho e agora temos que continuar. É praticamente um fato que a prefeitura foi roubada, por isso quero buscar subsídios da casa para abrir as investigações. Como foi? quanto custou? As respostas ainda são inexistentes, se roubaram a fundação, coisa que não tenho dúvida e se os cofres públicos foram roubados. A população foi lesada num prejuízo sem tamanho”, desabafa o vereador.
Teto orçamentário
No ano de 2013, a microempresa Eco Vida recebeu em torno de R$ 1,505 milhão em três contratos, sendo dois com a Fundac nos valores de R$ 256.780 mil e R$ 632.340 mil, além de outro com a Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais) de R$ 616 mil. O requerimento foi enviado a mesa diretora e será avaliado dentro dos próximos 15 dias, onde será definida ou não a abertura da CPI da Folia.
(Matéria editada às 12h45 para acréscimo de informações)


