O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou na manhã desta quinta-feira (21) que pretende coligar com o partido que mais se aproximar de suas ideias em projetos para a sociedade. Ele, que ganhou grande destaque na disputa pela prefeitura de Campo Grande em 2012, disse que as conversações para as eleições de 2014 já começaram.
“Vamos fazer alianças com quem tivemos afinidade em projetos”, diz o deputado se referindo ao pleito eleitoral do último ano. “Temos sido procurados pelo PMDB e também pelo PT”, acrescenta.
Questionado se a população não veria com bons olhos uma aliança com o PMDB, já que o partido foi oposição ao PSDB nas últimas eleições, Reinaldo disse que uma união com o partido do governador André Puccinelli não quebraria uma ideia de mudança no Estado.
“A população de Campo Grande queria essa mudança. Talvez, a população do Estado não queira. Então vamos escutar a população para aí sim construir uma candidatura. Quem sabe unir PSDB e PMDB para dar uma continuidade?”, indaga Reinaldo.
“Às vezes, a população quer continuidade com um retoque”, diz o deputado se referindo a um nome distante no PMDB, como o da vice-governadora Simone Tebet, que é uma imagem diferente a de Puccinelli.
Quanto a uma possível aliança com o PT, Reinaldo foi questionado sobre a bandeira nacional dos dois partidos, de que PSDB e PT não podem ser aliados. O deputado explica que essa possível aliança passaria pelo crivo nacional. “Eu não acho impossível formar essa aliança”, acrescenta.
Durante a conversa, Reinaldo não deu definição de qual cargo pretende concorrer em 2014, governo ou senado. Ele disse que o assunto ainda não foi discuto no partido. “Isso é muito precoce. A intenção é disputar o cargo que o partido definir para mim”, fala.
Nas eleições municipais de 2012, o PSDB lançou Reinaldo Azambuja como candidato a prefeito de Campo Grande. Muita gente acreditou que Reinaldo não tinha chance na disputa contra Alcides Bernal (PP) e Giroto (PMDB). No decorrer da campanha, ele cresceu nas pesquisas e atingiu 25,90% da preferência do eleitor no 1º turno. O segundo colocado, Giroto, obteve 27,99% dos votos. Em Campo Grande, são 468 mil eleitores. No Estado, 1,7 milhão.
PPS
O presidente regional do PPS, Athayde Nery, que esteve coligado com o PSDB nas eleições do ano passado, disse que está à disposição de Reinaldo e do partido tucano depois de ser questionado sobre um quadro político para 2014. Athayde acredita que uma aliança que lembre 2012 seria muito boa.
Athayde se lembrou da campanha para a prefeitura da capital e afirmou que pretende lutar pela sociedade. “Eu sou candidato que quer construir um projeto para a população. Vou coligar com quem tiver um projeto igual, não apenas por coligar”, disse.
“Quanto ao cenário de alianças com Reinaldo para governo, eu acho que está mais fácil o PSDB coligar com o PT pelo processo de construção da mudança. Com o PMDB, essa aliança não caberia porque senão seria um cenário prejudicado, devido às ultimas eleições em que os dois foram opositores”, opina Athayde.
Entretanto, o presidente do PPS ainda disse que não se pode descartar o PMDB por causa de seu maior representante, o atual governador do Estado, André Puccinelli. “Não podemos desprezar a figura do André porque ele já foi governador e quem sabe ele não pode ser um senador também”, relata.
Já sobre o PT e o suposto preconceito que o Partido dos Trabalhadores sofre em Mato Grosso do Sul, Athayde acredita que o PSDB só será bem sucedido em uma aliança se a candidatura de Delcídio do Amaral (PT) for confirmada.
“O Delcídio é uma figura. Na composição com o PT, seria Delcídio governador e Reinaldo senador. O Delcídio e uma figura acima do PT. O Zeca, é Zeca do PT. O Delcídio, é o senador de todos. Isso amplia e supera os preconceitos”, classifica.
O presidente do PPS também acredita que afigura de Reinaldo esteja “bem vista em todas as instancias”.
