A edição de atos secretos beneficiou ou obteve a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. São senadores que aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios.
A quantidade pode ser ainda maior, com a evolução das investigações na Casa. A Mesa Diretora receberá hoje o relatório final da comissão que descobriu cerca de 650 boletins secretos. O documento apontará indícios de sigilo intencional em boa parte dessas medidas.
Entre a lista de senadores que, de alguma forma participaram ou foram beneficiados pelos atos secretos, aparecem dois de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral (PT) e Ramez Tebet (PMDB).Em 2003, a Mesa presidida pelo falecido senador Ramez Tebet (PMDB-MS) aprovou, por meio de ato secreto, a criação de 42 cargos de confiança para a Diretoria-Geral. Já em 2007, também por ato secreto, Lia Raquel Vaz de Souza foi transferida para o gabinete de Delcídio do Amaral.
(Com informações do Estadão)
