O senador Valter Pereira (PMDB) admite que foi sondado por quatro partidos que o querem, segundo ele, candidatos ao Senado em 2010. A posição do parlamentar dentro da sua atual legenda ficou complicada depois que o próprio governador André Puccinelli (PMDB) apontou como prováveis futuros candidatos os peemedebistas Simone Tebet e Nelsinho Trad, que administram Três Lagoas e a Capital, respectivamente. Embora Pereira não afirme, sua mudança pode ocorrer. “Não vou analisar sobre hipótese”, comenta.
Conforme o senador afirma ao Capital News, PSDB, PPS, PTB e PSB foram claros em suas abordagens: “Se eu mudar, falaram, que eu sairia [candidato a senador].”
Todavia, Valter não afirma que vai mudar e ainda crê na sua candidatura à re-eleição pelo PMDB. “Eu acredito que o PMDB não vai me faltar.” Mesmo assim, a posição dele é tanto constrangedora, ele próprio admite ao comentar que as especulações de indicados “gera insegurança”. Perguntado se essa “insegurança” seria sua ou do partido, responde: “Minha. Gera insegurança em mim e em todo o mundo de dentro do partido.” A decisão final sobre quem serão os candidatos do partido deve sair até o final de agosto, diz o senador.
Valter herdou o cargo de Ramez Tebet (PMDB), do qual era suplente. E é justamente a filha dele que pode tirar suas chances de disputa em 2010. Simone Tebet e Nelsinho seriam preferências de André. Indagado sobre se tem conversado com o governador sobre sua situação dentro do partido, Valter afirma: “Tenho conversado com ele. Ele não tem nenhuma definição ainda. Aí é que está, se ele quiser, vai ter que definir logo.”
Nem Simone e nem Nelsinho confirmaram seus nomes no próximo pleito, porém, disseram que, mesmo as Prefeituras serem prioridades, caso o partido precise, eles se candidatam.
Outro nome peemedebista que também não abriria mão da candidatura ao Senado seria do deputado federal Waldemir Moka. No começo do mês, o parlamentar recebeu apoio de políticos do interior, como o prefeito de Sidrolândia Daltro Fiuza, por exemplo. Ao Capital news, na época, Moka afirmou que as manifestações de apoio têm sido espontâneas, o que reforça sua convicção de que “chegou o momento de buscar cargo majoritário”.
Em recente pesquisa realizada pelo Ipems (Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul), onde 2 mil pessoas foram ouvidas nas 40 maiores cidades do Estado, somando as intenções de primeiro e segundo voto, Nelsinho lidera com 48,05%, seguido de Delcídio do Amaral (PT) – candidato a re-eleição –, com 46,3%. O atual deputado federal Dagoberto (PDT) tem 22,85%. Simone Tebet, tem 21,25%, Moka (PMDB)12,55%, Zauith (DEM) 9,35% e Valter Pereira, 7,50%.(Com colaboração de Reginaldo Rizzo e Alessandro Perin)
Por: Marcelo Eduardo - Capital News
