O secretário de Estado de Obras Públicas e Transporte, Edson Giroto, apresentou aos deputados estaduais, na presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na manhã desta terça-feira (11), projeto de concessão de 11 rodovias estaduais, somando ao todo cerca de 500 quilômetros de estrada.
Para sustentar a proposta, Giroto afirmou que Mato Grosso do Sul cresceu mais que a média nacional e os olhos do Brasil se voltaram para o Estado. "MS se tornou um Estado de oportunidades", disse.
Separadas em três lotes, a proposta de Giroto é privatizar as vias: MS 306, 135, 316, 223 e 112. No segundo lote estão as rodovias: 040, 338, 395 e no terceiro pacote a MS 180, 295 e 289, situadas nas região Leste - entre Três Lagoas, Cassilândia, Chapadão do Sul e Costa Rica -, região Central, de Campo Grande até Santa Rita do Pardo e Sudoeste, que abrange os municípios de Jutí e Iguatemi.
Trajetos que concentram fluxo diário de cerca de 5.500 mil veículos/dia deverão ser duplicados. Na apresentação do projeto,o secretário afirmou que se a Casa de Leis aprová-lo, o processo de duplicação deve ocorrer de cinco a sete anos.
"Não tem rodovia nenhuma no mundo com mais de 5.500 mil veículos que seja segura com pista simples, nós estamos totalmente inseguros", argumentou o secretário.
Giroto pontuou que a empresa que ganhar a concessão assumirá toda a responsabilidade de operação e manutenção da rodovias, onde dessa forma o governo do Estado deixa de investir, e intensifica o desenvolvimento das demais rodovias que não entraram no projeto. Entre as diretrizes adotadas no proposta, o secretário afirma que será obrigação da empresa realizar manutenção asfáltica, inserir central de monitoramento e a cada 50 quilômetros de rodovia deverá ter um posto de atendimento com guincho, ambulância e paramédicos.
Pedágio
Assim como na BR-163, a concessão das rodovias estaduais deve também chegar ao bolso dos motoristas. Segundo Giroto, o valor do pedágio não terá muita diferença do cobrado na via federal, em torno de R$ 4,00. "Quem dará os dados é o Estado. Eu não posso aceitar que as empresas entrem com R$ 15,00. No estudo que fiz a rentabilidade da empresa será de 3% de lucro, no valor do pedágio. Para o governo só vem a parte onerosa, ela vai ter que pagar uma parte para o Estado. Eu não fixei um valor ainda, mas deve ser, no caso do primeiro lote, cerca de 40 ou 50 milhões,mas isso está em fase de estudos", finalizou.
O projeto do secretário seguiu para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia (CCJ) e precisa ser aprovado para seguir para o plenário e passar pela votação.

Detalhes do projeto foram pontuados e expostos aos parlamentares
Foto: Deurico/Capital News

Projeto do governo do Estado seguiu para CCJ e será apreciado pelos deputados, antes de ir para votação
Foto: Deurico/Capital News
