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Política Quarta-feira, 22 de Julho de 2015, 17:42 - A | A

Quarta-feira, 22 de Julho de 2015, 17h:42 - A | A

Marcha a Brasília

Prefeitos voltam a Brasília na busca de solução para fechar contas

O Pacto Federativo, com novos percentuais de transferências, seria uma das alternativas viáveis para a crise das cidades

Alberto Gonçalves
Capital News

Divulgação/Assessoria

marcha dos prefeitos

Marcha dos Prefeitos discute o pacto federativo

Uma nova mobilização dos prefeitos está marcada para o dia 5 de agosto em Brasília. Os administradores municipais voltam a se mobilizar para a aprovação das matérias que tramitam no Congresso Nacional como parte do Pacto Federativo.


O Pacto Federativo propõe, entre outros aspectos, novos percentuais de transferências de recursos entre a União, estados e municípios.


O presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), considera importante a manifestação que está sendo organizada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) como forma de pressionar os parlamentares e o governo federal.


Segundo ele, as prefeituras passam por extrema dificuldade devido a uma série de fatores decorrentes da política econômica adotada pelo governo, sobretudo, em razão da concessão de incentivos fiscais à indústria automotiva, que acabam refletindo negativamente nas finanças municipais.


“A prova maior dessa dificuldade é o fato de muitos prefeitos estarem adotando medidas de contenção de gastos nas prefeituras com objetivo de evitar desperdício do dinheiro público e economizar”, explica.


Nesse caso, alguns gestores públicos estão concedendo férias coletivas aos servidores públicos municipais e até adotando meio expediente nas prefeituras para atendimento ao contribuinte, com exceção dos serviços essenciais, como saúde e coleta de lixo.


Segundo a assessoria da Assomasul, além de prefeitos, estão sendo mobilizados vice-prefeitos, secretários, vereadores e demais agentes municipais a estarem em Brasília, no Congresso Nacional, para buscar o avanço das matérias que promovem mudanças no pacto federativo.


O tema ganhou notoriedade  e foi abordado na XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em maio. A partir de então, Câmara e Senado instalaram comissões especiais para analisar e votar proposições relacionadas ao pacto.

Com a mobilização, os municipalistas vão reforçar a urgência desses projetos.


A expectativa é de os prefeitos atuais conseguirem fechar as contas, em 2016 – último ano de mandato da atual legislatura. Além de corrigir desigualdades na repartição de recursos.

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