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Política Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012, 11:28 - A | A

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012, 11h:28 - A | A

Prefeitos tentam compensação financeira no fim dos mandatos

Da Redação. Capital News (www.capitalnews.com.br)

Na iminência de fechar as contas no fim do ano, os prefeitos desembarcam em Brasília nesta quarta-feira (10) na tentativa de garantir, no apagar das luzes, uma compensação financeira que ao menos alivie o impacto financeiro causado pela queda vertiginosa da receita.

Além de outros fatores, como o impacto na folha com o aumento do salário mínimo, os gestores públicos apontam como ponto agravante à acentuada retração dos recursos oriundos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

A ideia é convencer os parlamentares a tomar partido visando pressionar o governo federal a liberar verbas extras que garantam ao menos um fôlego nesta reta final de mandato.

Portanto, nem a ressaca prós eleições impediu que cerca de 20 prefeitos de Mato Grosso do Sul fossem a Brasília participar da “mobilização permanente a crise financeira dos municípios”, organizada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).

Liderados pelo presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Jocelito Krug (PMDB), os gestores públicos vão se juntar aos colegas de demais regiões do país para participar do evento que ocorrerá no plenário do Senado.

A CNM calcula que cerca de 1,5 mil prefeitos de todo o Brasil participem do manifesto no Congresso Nacional, cujo objetivo é mostrar aos parlamentares a situação econômica das prefeituras, prejudicadas pela redução nos repasses constitucionais; pelas isenções fiscais do governo federal; pelo salário mínimo; e pelo piso nacional dos professores, entre outros pontos.

A reclamação geral dos prefeitos é que o governo concede benefícios como isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automobilística, linha branca e outros setores e acaba prejudicando as prefeituras.

Para os prefeitos, essa situação é agravada pela crise financeira internacional, que tem afetado os municípios porque as empresas estão recolhendo menos impostos.

“O momento é crucial, os prefeitos têm de se unir, pressionar os parlamentares e o governo federal no sentido de sensibilizá-los, porque a situação é crítica”, adverte o presidente da Assomasul por meio de sua assessoria, que viajou nesta terça-feira(9),  para a Capital Federal.

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