Taciane Peres-Capital News
Cerca de 50 prefeitos estão reunidos na Assomasul em Campo Grande nesta segunda (10)
Cerca de 90% das prefeituras de Mato Grosso do Sul amanheceram com as portas fechadas nesta segunda-feira (10) em protesto contra a crise financeira agravada com os cortes fiscais feitos pela presidente Dilma Rousseff. Mais de 50 prefeitos vieram até a capital e estão reunidos nesta manhã na Assomasul em ato de paralisação. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou presença. O objetivo dos prefeitos é começar uma campanha de esclarecimento à população sobre a crise financeira das prefeituras.
Para o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (PT) “a situação está grave, pois quando há uma queda na economia do país ela acaba se refletindo na prefeitura, na saúde e na educação. Enquanto algo não for feito teremos muitos problemas e vai piorar ainda mai”, comenta.
O presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), diss que "o objetivo está sendo alcançado, estamos reunidos para alertar a situação que estamos passando, são 90% aderindo nesta paralisação e vamos mostrar aqui que não nos damos por vencidos, o Governo Federal precisa apoiar e reformular o pacto federativo, só assim podemos sair dessa situação".
Segundo publicação no site da Assomasul, por causa da crise, cerca de 200 obras estão paradas nos municípios do Estado por conta da falta de repasse de recursos federais, informou o presidente da entidade, que atesta que a situação dos municípios é delicada devido ao não cumprimento de uma série de acordos pelo Governo Federal, observando que a maior reclamação dos agentes públicos é que, além do problema da queda da receita do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o Governo Federal cria os programas sociais e não indica a fonte de recursos, deixando as prefeituras engessadas. Ele se refere principalmente ao não repasse dos valores dos chamados “restos a pagar”, já que as prefeituras do Estado têm para receber cerca de R$ 140 milhões referentes aos orçamentos de 2013 e 2014 e a presidente Dilma Rousseff cortou boa parte das verbas destinadas aos investimentos com o contingenciamento anunciado recentemente pelo Palácio do Planalto. Também diz que, em razão disso, muitas obras já licitadas pelos prefeitos estariam inacabadas, deixando os prefeitos com a imagem arranhada perante a população que cobra os investimentos.
"Viemos até a casa dos prefeitos para demonstrar a preocupação que estamos vivendo. Eu, enquanto Senadora, acredito que devemos acelerar o quanto antes projetos que não tragam gastos ao Governo Federal e sim desafogar e melhorar a situação financeira dos municípios. Estamos passando por uma crise muito mais política do que econômica, então temos que acelerar urgentemente projetos que beneficiem os municípios do Estado", comentou a Senadora Simone Tebet.
O ato segue neste momento e aguarda a chegado do governador Reinaldo Azambuja. O prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte também está parcitipando e hoje os trabalhos na prefeitura também estão parados. Já os trabalhos das prefeituras em Dourados e Corumbá seguem normalmente. *Editada 11h06 para acréscimo de informações.
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