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Política Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015, 08:57 - A | A

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015, 08h:57 - A | A

Prefeito Olarte da aval ao empréstimo da Santa Casa no valor de mais de 8 milhões

Juliana Brum - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A Prefeitura de Campo Grande formalizou o aval ao empréstimo que a Santa Casa está contratando junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 8.665.000,00, para o pagamento do 13º salário dos seus funcionários durante reunião do Prefeito Gilmar Olarte com seus secretários realizada na última sexta-feira (9) em seu gabinete.

Segundo o diretor do hospital, Wilson Telescon, o empréstimo será quitado em 60 parcelas de R$ 211 mil, descontadas do repasse feito pelo Ministério da Saúde para custear o atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde. Como o hospital recorreu a outros recursos para acertar a folha do abono natalino, o dinheiro do empréstimo dará um fôlego financeiro à instituição que fará alguns investimentos que reduzam custos e assegurem maior eficiência.

O prefeito lembrou que a Santa Casa cumpre um papel estratégico para a saúde de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul, especialmente na alta e média complexidade, daí a necessidade de estreitar a parceria do município com a instituição. Ele lembrou que de janeiro até o mês abril a prefeitura fará um repasse adicional de R$ 3 milhões por mês ao hospital, tendo como contrapartida a abertura de mais 100 leitos. “Nestes quatro meses, vamos trabalhar junto com o governador Reinaldo Azambuja, para reivindicar junto ao Ministério da Saúde, o aumento do teto financeiro que assegure o equilíbrio das contas da Santa Casa, hoje com um déficit em torno de R$ 4 milhões”.

Atualmente, a Santa Casa recebe por mês R$ 15.875.497,86 de recursos públicos para manter o atendimento da população. Deste total, o Estado participa com R$ 1.570.000,00; o município contribui com R$ 1.217.000,00 e o Ministério da Saúde libera R$ 13.068.497,86 para pagar os procedimentos realizados. Pelos cálculos da instituição, esta conta não fecha. Seu custo mensal, hoje seria em torno de R$ 19 milhões. Da parcela liberada pelo Estado e a Prefeitura, R$ 1,5 milhão (R$ 750 mil de cada um) não são usados no custeio, mas são reservados ao pagamento de parcelas de um empréstimo contratado em 2013 junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 80 milhões, usado no pagamento de dívidas de curto prazo.

O Hospital mantém 642 leitos em funcionamento, sendo referência no atendimento de média e alta complexidade não só da Capital, mas praticamente de todo o Estado. Hoje, haveria um déficit de aproximadamente 816 leitos hospitalares na cidade, que nem a rede privada dispõe para oferecer ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 

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