O prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) durante o lançamento do sistema de Gerenciamento de Solicitações (Gesol) na manhã desta quarta-feira (10) comentou sobre o trabalho que a oposição na Câmara dos vereadores tem feito em relação à abertura de uma comissão processante contra sua atuação enquanto prefeito da Capital. Na ocasião, Olarte afirmou que a oposição deve ser propositiva e não raivosa e ofensiva”.
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Prefeito Gilmar Olarte durante lançamento do sistema Gesol, da Seintrha
“Avalio o trabalho da oposição com muita tranquilidade. Eu acho que a oposição está fazendo o papel dos vereadores dentro da sua pluralidade, cada um tem em si o seu conteúdo, a sua maneira de ser e cada um dá aquilo que tem. Tem um grande grupo de vereadores que quer harmonia, que quer a paz, que quer o bem da cidade e quer o desenvolvimento, quer ver o povo feliz, quer ver a coisa andar. Agora tem um grupo menor que faz o seu papel, só que a oposição ao invés de ser propositiva é uma oposição raivosa e ofensiva e essa oposição não contribui com Campo Grande. A população está vendo. Tenho pesquisas sobre o desempenho de todos os vereadores feita nos últimos dias, inclusive de vereadores que tem esse comportamento. O que eu descobri é que a população repudia esse tipo de comportamento. Como disse o Lula “deixa o homem trabalhar”. Estamos vivendo um momento parecido, então “deixa o prefeito trabalhar”, diz Olarte sobre o trabalho da oposição.
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Vereador Paulo Pedra (PDT) é um dos opositores em relação as atuações do prefeito Gilmar Olarte (PP).
Paulo Pedra (PDT), um dos opositores em relação às atuações do prefeito foi contra o comentário sobre a oposição “raivosa e ofensiva”. “Nós temos pesquisas que apontam um índice de 72% de rejeição ao comando dele. Isso é um número que não se pode negar. Hoje muitos vereadores estão trabalhando de forma independente então são dados no mínimo relevantes, com certeza é algo “sem noção”, disse o vereador.
A oposição, que busca a abertura de uma comissão processante contra o prefeito Gilmar Olarte (PP) frente à prefeitura, tenta articular na casa a redução do quórum necessário para a abertura da comissão. Na situação, 20 votos são defendidos pela procuradoria jurídica da Câmara, enquanto a oposição julga necessário apenas 15 votos, usando como exemplo outras regiões do país para dar continuidade ao procedimento.
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Vereadora Thais Helena (PT) cobra gestão na administração do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP).
A vereadora Thais Helena (PT) destaca o trabalho da oposição como legítimo. “A população têm reclamado muito por onde passamos, as sessões na Câmara estão sempre lotadas, as pessoas estão cheias de reclamações, é a categoria dos médicos, são professores, enfermeiros, existe uma situação geral de desagrado que está tomando conta de Campo Grande e as pessoas não agüentam mais. Nos postos de saúde a situação é de caos e com isso a insatisfação faz com que as críticas surjam deixando a comunidade descontente. Quero deixar claro que as críticas não são contra a pessoa Gilmar Olarte e sim à administração que precisa que certas questões sejam resolvidas. Não questiono a pessoa e sim o gestor e a situação é essa e cada um tem que fazer o seu trabalho, nós enquanto opositores pelo bem da população e ele um bom trabalho enquanto prefeito de Campo Grande”, diz a vereadora.
A votação do pedido de abertura da comissão estava marcada para a próxima quinta-feira (11) porém é possível que a data mude em virtude da alteração no número do quórum, que está para ser definida.
Matéria editada as 11h40 para acréscimo de informações
