A Polícia Federal prendeu quatro pessoas nesta quinta-feira (31) por suspeita de envolvimento no grupo criminoso que atuava na Prefeitura de Corumbá. Entre os detidos estão o secretário de Finanças e Administração, Daniel Martins Costa, e o assessor especial Carlos Porto, de acordo com o site Diarionline.
Carlos Porto, que foi preso em Campo Grande, tem o cargo especial de representante da prefeitura de Corumbá na capital. Ele já foi presidente da Fundação de Cultura do governo Zeca do PT e secretário de Turismo na administração do atual prefeito, Ruiter Cunha.
Os outros presos são o ex-diretor presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Rodolfo Assef Vieira, e servidora comissionada Camila Campos Carvalho Faro.
Daniel Martins Costa, Carlos Porto, Rodolfo Assef Vieira e Camila Campos Carvalho Faro tiveram a prisão temporário decretada por cinco dias. Eles foram presos durante a operação Decoada, deflagrada nesta quinta-feira.
Ainda de acordo com o site corumbaense, a Justiça Federal determinou o afastamento dos cargos dos secretários Lauther Serra (Saúde) e Daniel Costa (Finanças e Administração); do assessor Carlos Porto; do diretor da Junta Interventora do Hospital de Caridade, Vitor Salomão Paiva; e dos servidores Osana de Lucca, Márcio Androlage Chaves e Maria Vitória da Silva.
A Operação Decoada foi deflagrada pela PF com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e a Controladoria-Geral da União (CGU) após um ano de investigações.
De acordo com o MPF, a investigação identificou fraudes e direcionamentos em licitações, corrupção, falsidades, desvio de recursos públicos e pagamentos de propina, com o envolvimento de servidores públicos municipais e empresários.
Segundo a Procuradoria da República, as irregularidades detectadas envolvem milhões de reais em recursos públicos federais destinados à saúde, educação e infraestrutura no município de Corumbá.
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