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Política Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014, 15:35 - A | A

Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014, 15h:35 - A | A

PMDB irá esgotar diálogo para aliança com PSDB

Lucas Junot - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Meses antes das convenções partidárias, as tratativas e cogitações de eventuais alianças seguem a todo vapor. O presidente estadual do PMDB, deputado estadual Junior Mochi, disse nesta segunda-feira (27), que a sigla irá esgotar as possibilidades de diálogo com todos os partidos, em busca de alianças para a candidatura ao governo do Estado, principalmente no ninho do aliado histórico, o PSDB.

Ainda que a estrela dos tucanos, o deputado federal Reinaldo Azambuja, apareça muito mais próximo do senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Delcídio do Amaral, pesa na história os anos a fio de aliança entre PMDB e PSDB. De acordo com Mochi, após a separação – em 2012 – o “flash back” é possível. “É como um casamento, não se pode casar sem namorar antes”, comentou sobre as tratativas entre os partidos.

“O Reinaldo (Azambuja) é uma figura importante, devido à musculatura política que adquiriu desde a última eleição. Vamos esgotar as possibilidades de diálogo e ver se os anseios dos dois partidos podem afunilar para um denominador, que seria a aliança, mas conversamos com todos os partidos”, explicou.

Já esboçando o arco de alianças, de acordo com Mochi, estão o PR, PDT, PT do B, PSB e o DEM, de onde pode vir o nome do candidato a vice-governador, já que Reinaldo já declarou à imprensa que não será “vice de ninguém”.

Mochi também disse que o PMDB irá respaldar as tratativas partidárias, mas que compete ao pré-candidato Nelson Trad Filho fazer as possíveis composições. “O compromisso quem tem que fazer é quem vai concorrer, não é do presidente do partido que vão cobrar depois”, comentou.

Possibilidades e probabilidade

O problema da eventual aliança na conjuntura política atual estaria justamente na disputa ao senado, já que há apenas uma cadeira vaga este ano. O Senado Federal é o sonho declarado da atual vice-governadora Simone Tebet, enquanto o governo é a pretensão do ex-prefeito Nelson Trad Filho.

A única composição possível para contemplar a todos seria Simone integrar a chapa como candidata a vice do ex-prefeito ao governo e Azambuja concorrer ao senado, ou então o PMDB ceder à cabeça de chapa e colocar Nelson Trad como vice de Reinaldo e Simone na disputa do senado, o que desagradaria Nelson Trad Filho.

No caso da aliança com os tucanos não prosperar, Nelsinho poderia ter Giroto Edson (PR) como candidato a vice e Simone ao senado, enfrentando Delcídio e Azambuja.
 

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