O presidente regional do PMDB, deputado Junior Mochi, afirmou nesta terça-feira (26) que o partido não trabalha com outra opção além da candidatura própria à sucessão.
Em entrevista concedida ao programa Noticidade, na FM Cidade 97, Mochi disse que uma possível decisão contrária só ocorreria se as bases do PMDB no Estado assim sinalizassem, o que ele acha improvável.
"Não creio que nossas bases, que historicamente têm projetos diversos de determinados partidos, iriam pedir que nos aliássemos a eles neste momento", disse.
O PMDB tem como pré-candidato ao governo o ex-prefeito Nelsinho Trad. Ele poderá enfrentar o senador Delcídio do Amaral nas eleições de 2014, mas uma improvável união entre PT e PMDB não está totalmente descartada. Nos bastidores da política é dito como possível uma coligação com Delcídio candidato a governador e André Puccinelli para o Senado.
Questionado sobre o futuro político do governador André Puccinelli, Mochi disse que a decisão é pessoal e que nem o partido pode pressioná-lo. Além de presidente do PMDB, Mochi é líder do governo na Assembleia.
Mochi analisou que a decisão influenciará nos passos futuros do PMDB, mas que ninguém irá "apurar" o líder maior da legenda. "Depois que assumi o PMDB, o governador me disse que gostaria, realmente, de se aposentar, todavia esclareceu que não tomará esta decisão à revelia dos companheiros. Segundo ele, se o partido necessitar de seu apoio como candidato a senador, por exemplo, ele poderá sim ir a luta para fortalecimento da legenda e em benefício de um futuro cada vez melhor para Mato Grosso do Sul", lembrou.
Para Junior Mochi, o clamor dos companheiros de legenda poderá sensibilizar o governador a continuar na política. “De repente o governador não estaria muito motivado a concorrer e mude de ideia após ouvir os companheiros, não dá para afirmar algo com certeza por enquanto, mas creio que em breve as coisas clareiem", concluiu.
