A oposição encabeçada pelos vereadores Thaís Helena (PT), Marcos Alex (PT) e Luiza Ribeiro (PPS), protocolaram nesta segunda-feira (19), pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte.
A ação ocorre, após denúncias veiculadas no Fantástico, da Rede Globo, onde o prefeito foi acusado de golpista. Além dos crimes pelos quais Gilmar Olarte foi denunciado, o prefeito é acusado pelos vereadores de descumprir a Lei Responsabilidade Fiscal durante sua gestão, por não ter prestado contas dos gastos da prefeitura à Câmara.
Em meio a agitação dos vereadoers, o Plenário da Câmara estava lotado com manifestantes contra Olarte e a situação da prefeitura. Eram professores, médicos, agentes de saúde, que estão sem reajuste salarial.
Segundo a vereadora Thais Helena, há muita cobrança por parte dos eleitores de um posicionamento dos vereadores quanto às denúncias. “As pessoas questionam se não vamos fazer nada diante das denúncias e estamos há mais de um ano cobrando uma posição para a nossa cidade”, contou a petista.
Deurico/Arquivo Capital News
Líder do prefeito na Câmara, Edil Albuquerque julga desnecessária comissão processante
O líder do prefeito na Câmara, vereador Edil Albuquerque (PMDB) disse que a possível abertura de uma comissão processante seria mais do mesmo. “Já temos uma CPI das Contas Públicas e não julgo ser necessário esta comissão processante neste momento”, explicou.
Edil disse ainda, que durante reunião com o prefeito, Olarte afirmou não ter nada a ver com os cheques citados na matéria do Fantástico. “Essa é a questão da comissão processante. Cada um faz a sua parte, a oposição está fazendo dela”, frisou.
O vereador Paulo Pedra (PDT) comentou que a situação em Campo Grande está insustentável. “Houve um descontrole de gastos e as contas públicas chegaram, mas quem está pagando essa conta é o trabalhador. Espero que a comissão processante se concretize e é importante ressaltar, que a Casa de Leis não está parada diante de todos estes problemas envolvendo a atual gestão da cidade”, analisa.
Após o protocolo do pedido na presidência da Câmara, a Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal tem prazo de cinco dias para dar uma resposta. Se aceito, o pedido segue para votação em plenário.


