O PDT deve mesmo fechar aliança com PMDB na disputa pela prefeitura de Campo Grande e anunciar nos próximos dois dias a definição, conforme declarou, "com quase 100% de chance", o presidente municipal Paulo Pedra. Com isso o projeto de candidatura própria capitaneada pelo presidente regional Dagoberto Nogueira e ampliação da oposição ao pré-candidato peemedebista Edson Giroto será abandonada pelo próprio pededista, que pode vir a ser o candidato a vice-prefeito na chapa governista. Isto coloca os então ‘companheiros’ do PT em situação mais complicada sem o maior aliado, entre os que configuram uma oposição atual na Capital e no Estado.
O acordo vem sendo discutido nos bastidores entre o líder pedetista e o governador André Puccinelli (PMDB) mesmo diante da pressão de parlamentares do PT, que tentam em Brasília reverter à situação. A decisão deve ser tomada diante de duas justificativas, segundo os pedetistas, o melhor para o partido, diante de estrutura e condições para eleger uma bancada a Câmara de vereadores e ainda, como segundo item é que até hoje, os petista não conseguiu cumprir compromisso de colocar em cargo na Eletrosul Centrais Elétricas, o ex-deputado federal Dagoberto, que se “sacrificou” em eleição ao Senado em 2010 com o PT. Assim, é praticamente certo que o PT perdeu o apoio do PDT na disputa pela prefeitura de Capital.
O presidente regional do PMDB, Ezacheu do Nascimento, único a comentar o assunto nesta manhã de segunda-feira (9) ao Capital News, pelo lado peemedebista, “desviou-se” do assunto, alegando ser de competência do diretório municipal tal negociação. “Não tenho essa informação de fechamento de acordos, hoje ou amanhã, mas o diretório municipal é que está frente e deve se posicionar. Mas o que posso dizer é que nós na Estadual, estamos direcionando para não se ver somente nomes e sim programas e projetos dos partidos que podem e devem agregar as candidaturas do PMDB na Capital e no interior”, disse.
Ainda lutando para manter PDT
O senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Vander Loubet, ambos do PT, tentam a todo custo garantir o emprego na Eletrosul, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, prometido há um ano a Dagoberto. O deputado inclusive “anunciou” na última quinta-feira (5) em evento publico que o cargo estava próximo de Dagoberto. Vander disse que esteve no dia anterior, na quarta-feira, conversando e pedindo a liberação, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com a Ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati.
Se não aceitar mais o cargo e ratificar posição ao lado do PMDB, o aliado de primeira hora dos governos petistas, o PDT deve provocar um grande desfalque na chapa de Vander ou do projeto de pulverização de candidatura pela oposição, que agora correm contra o tempo na tentativa de reverter à situação.
Apesar disso, a queda de braço entre PMDB e PT deve continuar até o mês de junho, quando os partidos devem realizar suas convenções para homologação de candidaturas para os cargos majoritários e proporcionais.
PDT também tem que arrumar casa
Já mesmo pelo lado do PDT, há a briga interna, onde outros correligionários, como o advogado Paulo Dolzan, afirmam que o partido deve arrumar casa para depois tomar outras decisões, como publicamos no sábado (7).

Pedetista Paulo Dolzan em visita a redação do Capital News mostra sentença do juiz Ricardo Galbiati
Foto: Minamar Junior/Capital News
Dolzan inclusive, ao ser consultado pela reportagem novamente nesta manhã de segunda-feira, sobre o assunto, fez questão de mostrar e entregar decisão Judicial (veja anexo abaixo) que aponta que os presidentes provisórios Dagoberto ou Pedra, como o PDT, no geral, não pode realizar qualquer ato em nome do partido. “Veja o que está sublinhado na decisão do juiz, qualquer outra ação que venha a ser realizada, sem antes decidir a anterior, estará sob judice”, apontou.
