A Comissão Provisória Estadual do PDT, presidida por Dagoberto Nogueira, realizou na manhã deste sábado (24) um “seminário do partido”, em substituição a convenção estadual, que seria para efetivar a comissão em Diretório, mas acabou sendo barrada por liminar judicial impetrada pelo advogado Paulo Dolzan, que vem travando disputa interna com a atual direção nos últimos meses. A liminar concedida nesta sexta-feira (23), que seria contestada, foi cumprida, pois não houve tempo hábil de “achar” o desembargador do TJ-MS, que pode nem estar em Campo Grande, apontou Dagoberto. Mas que mesmo assim o encontro ocorreu, sendo disputada com a presença de lideres do PT e do PMDB, que buscam trazer os pedetistas para aliança às eleições 2012.
“Não fizemos a convenção, barrada pela liminar, que nem fomos atrás, pois o desembargador que poderia derrubar nem está na cidade. Mas como podíamos realizar o seminário, o fizemos e mostra a presença de todos e a unidade do PDT. A liminar é um caso isolado, que não muda em nada na composição do partido, que fica com a provisória, que tem o mesmo poder do Diretório. Mas como vence em menos de um mês, vamos realizar a convenção para ratificar e nomeá-la”, explicou Dagoberto.

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Foto: Deurico/Capital News
O denominado “Seminário Estadual de Planejamento Estratégico e Gestão Partidária do PDT”, contou com um detalhe maior e as atenções foram voltadas a participação lado a lado do senador Delcídio do Amaral e Zeca, ambos do PT; do prefeito Nelsinho Trad, do governador André Puccinelli, ambos do PMDB e lideres da campanha a prefeitura da Capital, do também presente, deputado federal Edson Giroto (PMDB). Todos tinham um propósito e não deixaram de cumprir no pedido ou declararam de fazer de tudo para conquistar o apoio dos pedetistas nas eleições municipais. O encontro contou com a presença de representantes de todos os diretórios municipais e de pré-candidatos a prefeito e a vereador. Como ainda do secretário geral nacional, Manoel Dias.
As visitas se pronunciam
Dentre os não pedetistas, o senador Delcídio do Amaral foi o primeiro a falar e pediu continuidade da parceria entre os ‘velhos’ companheiros. “O PDT sempre nos acompanhou e estou aqui para agradecer o apoio do partido e espero que nós marchemos juntos se possível em todos os municípios do Estado, inclusive em Campo Grande”, disse.
André não se intimidou e contra atacou. “Todos os partidos são vorazes e o mesmo que o Delcídio quer, nós queremos. E tenho certeza que a noiva PDT vai querer um véu e grinalda robustos como o nosso”, pediu.
O secretário nacional, disse ao Capital News, que a prioridade é lançar candidatura própria e destacou o nome de Dagoberto e importância do PDT, neste contexto de ser disputado. “O projeto do partido na Capital é prioridade de candidatura própria, mesmo com esse contratempo, da liminar que já tinha conhecimento, antes de chegar aqui, não atrapalha. O PDT está forte e vigoroso, estão todos aqui do interior. E a presença do PT e PMDB, mostra a pujança e importância do PDT em MS”, apontou.

Manoel Dias, secretário Nacional, apontando estar ciente dos conflitos em MS, mas que considera isolado
Foto: Deurico/Capital News
Candidato
O dirigente regional manteve sua pré-candidatura, mas sinalizou só entrar na disputa se viabilizar estrutura para entrar com força na eleição. O presidente municipal, vereador Paulo Pedra, indicou preferir aliança com o PMDB. Enquanto a advogada Tatiana Ujacow, cotada para ser vice de Giroto, engrossou o discurso em defesa de candidatura própria. “Considero esse o melhor caminho para o partido crescer”, ressaltou.

Paulo Pedra, presidente municipal do PDT, que tende mais ao PMDB
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