Após a liminar que suspendeu o processo de expulsão do Partido Progressista na tarde desta sexta-feira (31), o vice-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, conversou com o Capital News e afirmou que a instabilidade no PP não afeta seus projetos políticos e que tudo passou de perseguição.
O vice-prefeito explicou que a liminar suspende a ação da comissão uma vez que a mesma não tem legitimidade para a exclusão. “Quem pode expulsar é o diretório nacional, porque aqui não pode nem acontecer a reunião prevista porque tem uma determinação judicial corrigindo essa falha que querem cometer”, observou Gilmar.
“Queremos que essas injustiças não sejam feitas. Isso é muito triste. As pessoas criaram uma desculpa para poder nos perseguir, não basta excluir a gente de toda e qualquer ação no governo”, afirmou Olarte, em tom de desabafo. “Desde o início eu me portei de maneira ética e agora querem me desestabilizar, me induzir ao erro, ao desequilíbrio, mas, não vão conseguir, vamos continuar tranquilos e na nossa posição”, disse o vice-prefeito.
No partido desde 2006, Gilmar Olarte, descarta a possibilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. “Por enquanto não temos essa previsão, até porque o partido está bastante desagradável em todo o Estado”, afirmou. “A maioria dos correligionários estão entristecidos e chateados”, observou Gilmar.
Segundo ele, o clima de instabilidade partidário não inviabiliza seu projeto político. “A política é como uma nuvem, um dia está de um jeito e no outro, muda. É muito dinâmica. Agora, o que eu não posso abrir mão é da minha postura, da minha história e isso eu tenho e é o meu maior tesouro”, afirmou Olarte.
“Minha postura sempre foi de respeito, ética, eu sou um gestor de políticas públicas formado, eu tenho 43 anos e sou novo, a qualquer momento da minha vida tudo pode mudar. Seja daqui a alguns dias ou cinco anos”, disse o vice-prefeito. “No momento, a estratégia é a gente se acalmar e aguardar os próximos desdobramentos”, encerra Olarte.
