Wagner Guimarães e Victor Chileno/ALMS
Para os deputados líderes das bancadas partidárias representadas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o primeiro semestre de 2015 fechou de forma satisfatória, e apontam trabalhos como a criação do Colégio de Líderes –quando eles passaram a se reunir periodicamente para debater e encaminhar a votação de projetos, além de assuntos referentes à gestão interna da Casa de Leis- um dos avanços importantes para isso.
"Acompanhamos e aprovamos projetos de interesse do nosso Estado, estivemos presentes nas discussões sobre as demarcações de terras indígenas, e também contribuímos com os projetos individuais de cada parlamentar", afirmou o deputado Eduardo Rocha, líder do PMDB.
"Nossa atuação foi satisfatória, com a participação nas discussões da taxa de inspeção veicular para veículos antigos, que resultou no desconto por parte do Governo", disse o líder do PT, deputado Pedro Kemp.
Para o deputado Paulo Corrêa (PR), líder do bloco que reúne os parlamentares do PDT, PR, DEM, PSB, PEN e PTdoB, entre as principais ações do Legislativo durante o semestre está a aprovação do projeto de resolução que instituiu a votação nominal. "Foi importante para dar ainda mais transparência e auxiliar a população a conhecer cada parlamentar", disse. Também, "fizemos a diferença e atuamos firme na CPI da Enersul/Energisa, que está suspensa judicialmente, mas continuaremos as discussões no segundo semestre".
Líder do PSDB, o deputado Onevan de Matos ressaltou que os parlamentares da bancada atuaram em sintonia com as demandas essenciais do Estado. "Foi um semestre bastante positivo, ajudamos nas articulações de matérias de interesse do Governo e da sociedade", ressaltou.
Para Zé Teixeira, o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) foi uma das realizações de destaque neste primeiro semestre. Ele informou ainda que o Palácio Guaicurus passará por reformas para atender melhor o público e também os servidores.
O presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB), defendeu a atuação proativa da Casa de Leis, sintonizada com as demandas da população. "Não nos limitamos a discutir e votar projetos, mas participamos da elaboração das propostas e encaminhamos soluções, buscando uma atuação presente, com ações concretas, no dia a dia das pessoas", disse.
A parceria entre Executivo e Legislativo foi fundamental para o bom desempenho do Governo do Estado ao longo dos últimos seis meses, na avaliação do líder do Governo, deputado Reinaldo Azambuja (PSDB). Para ele, a conjuntura política desfavorável nacionalmente e o período de adaptação do novo governo em Mato Grosso do Sul exigiram ainda mais esforços dos parlamentares. "Nossa avaliação é positiva, até porque estamos vivendo um momento difícil em nosso País, tivemos momentos de ajustes do governo Reinaldo Azambuja, mas ao mesmo tempo percebemos avanços importantes", disse.
Segundo o deputado, a interlocução política foi decisiva em momentos importantes, como durante as discussões para redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel (de 17% para 12%), e sobre a crise na Santa Casa de Campo Grande. "Ao renunciar a R$ 2 milhões mensais de recursos provenientes do duodécimo, os deputados estaduais também contribuíram para ações em saúde, às quais os recursos foram destinados. Acredito que Mato Grosso do Sul é maior do que a crise e esses primeiros seis meses de atuação do Parlamento foram fundamentais para que o governador e sua equipe pudessem colocar em prática ações importantes", complementou.


