Durante a sessão itinerante da Câmara realizada na manhã desta terça-feira (7), vereadores da oposição não pouparam críticas ao prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), e cobraram a presença do prefeito para dialogar com os professores da rede municipal - e outros grevistas- que ainda estão em greve e completando 45 dias de paralisação das aulas.
O vereador Paulo Pedra (PDT) disse que deverá fazer, ainda esta semana, um pedido para a Câmara de convocação do prefeito para que ele compareça na casa de leis para dar explicações sobre tudo que está acontecendo com a atual administração. Ele também sugeriu que o secretário de Administração e Educação, Wilson do Prado pedisse demissão do cargo. “O secretário não tem condições de assumir duas pastas, não basta boa vontade, tem que haver solução e isso a administração não está conseguindo fazer”.
Chiquinho Teles (PSD) e Luiza Ribeiro (PPS) também usaram a palavra para defender professores, e até mesmo os enfermeiros – ainda em greve. "Já passou da hora do prefeito sentar pessoalmente com os professores, não adianta mandar representantes que não resolvem, já que tudo passa por ele. O prefeito tem que pagar o piso e priorizar os problemas que envolvem educação e greves”, disse Luiza Ribeiro.
Impasse pode chegar ao fim
Um grupo de professores também participou da sessão itinerante junto com representantes do Sindicato. Segundo Geraldo Gonçalves, presidente da ACP, em reunião nesta segunda-feira (6) com o secretário municipal Wilson do Prado e a procuradora adjunta do município, Kátia Sarturi, com a intermediação do promotor da 27ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, a prefeitura reconheceu que precisa cumprir a lei municipal 5.411/14, mas não estabeleceu um prazo para isso, o que não serve para os professores.
“É importante que a prefeitura tenha reconhecido a Lei, é um avanço. Mas não dá para aceitar não ter uma data estabelecida sobre a fixação de data para cumprimento do percentual de 13%. Não dá pra ficar no talvez este mês ou aquele mês, nós precisamos de uma data certa. Só falta isso para que a greve acabe .” A discussão será retomada nesta terça-feira (07), desta vez sem a presença da ACP.


