Entre citações de Jorge Washington pelo prefeito Gilmar Olarte, para expor sua opinião religiosa perante a política, e Barão de Monchique ou Aristótoles, pelo vereador da oposição Paulo Pedra, defendendo que um estado deve ser laico devido a sua multiplicidade de religiões, a primeira reunião da câmara dos vereadores seguiu em tom de alfinetas e carícias ao prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte.
A abertura dos trabalhos da câmara dos vereadores aconteceu na manhã desta segunda-feira (02) onde o prefeito e os 29 vereadores se reuniram para apresentar projetos futuros e falar de gastos anteriores, assim como para cobrar satisfações de obras inacabadas e escândalos envolvendo a prefeitura recentemente, como o caso do tapa buraco.
Na ocasião, os vereadores suplentes, Magali Picarelli, Marcos Alex e Loester Tunes de Oliveira tomaram posse, ocupando as vagas de Zeca do PT e Grazielle Machado, que renunciaram os cargos para assumirem como deputados, federal e estadual respectivamente.
Os novos dirigentes da casa também assumiram seus cargos, tendo Mário César como presidente.
Durante a sessão, o prefeito da Capital discursou por cerca de 25 minutos, usando como defesa de seu mandato, o déficit em caixa deixado pelo ex-prefeito Alcides Bernal.
“O déficit era muito maior do que a verba deixada em caixa. Ele deixou 600 milhões nos cofres, mas também uma dívida de 1 bilhão. Então nós avançamos muito, nós trocamos o pneu do ônibus em movimento”.
Citou também que Campo Grande tinha uma média histórica de 17,97% ao mês e que durante a gestão de Alcides Bernal, em 2013, ela caiu para 3,16%.
Em contrapartida a isso, Olarte apresentou resultados do seu primeiro ano de mandato, no qual citou as 3166 casas entregues pela prefeitura, e a Casa da Mulher Brasileira, primeira do país, que será inaugurada amanhã em parceria com o Governo do Estado e Governo Federal.
Sobre a Ceimp, Centro Pediátrico, ele afirmou que foi 100% aprovado pela população, chegando a atender 28 mil pessoas em 45 dias. Contudo, o Ceimp tem tomado espaço nas mídias por possíveis irregularidades, tanto no valor dos salários pagos ao médicos, que difere significativamente aos demais pediatras da cidade, como pelo privilégio de equipamento que o centro está tendo em relação aos demais.
O presidente da casa, Mário César iniciou seu discurso em defesa do prefeito afirmando que “se falam muito em crises ultimamente, mas elas sempre existiram”.
O vereador ressaltou que a Capital precisa de soluções concretas e projetos que resolvam as necessidades da população, e pediu aos vereadores que apresentem orçamentos para que possam ser elencadas as prioridades da cidade.
“Solicito que apresentem orçamentos para saber onde queremos ir e onde podemos chegar”.
O presidente da casa finalizou afirmando ao prefeito que irão agir em parceria com a prefeitura, mas que representarão a vontade do povo quando for preciso cobrar soluções e satisfações.
“Prefeito, nós vamos cobrar porque já estamos sendo cobrados”, conclui.
