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Gilmar Olarte reúne a imprensa com secretários para explicar queda na arrecadação e crise financeira da Prefeitura de Campo Grande
O prefeito de Campo Grande praticamente jogou a toalha e durante coletiva de imprensa deixou claro que não tem como dar novo reajuste a servidores. Gilmar Olarte pediu a compreensão dos trabalhadores municipais para que entendam a questão e evitem paralisações, porque as mesmas não serão a solução para conseguir arrecadar.
“Vamos buscar soluções, mas o cidadão não pode ser prejudicado e usarei todos os caminhos para dar essa garantia”. Nesse período de três anos da prefeitura, gastos aumentaram mais de 40% e a receita apenas 14%.
Olarte explicou que a prefeitura trabalha no limite da responsabilidade fiscal e que a queda na arrecadação do ICMS, parcela destinada à capital, IPTU, ISS e Fundo de Participação dos Municípios provocaram essa crise. O prefeito fez questão de salientar que este não é um problema apenas de Campo Grande, mas do país como um todo.
“Como o problema de queda de arrecadação aconteceu em todos os níveis, federal, estadual e municipal, atingiu praticamente todas as prefeituras”, explicou.
Segundo Olarte, desde 2012 a parcela de participação do ICMS de Campo Grande vem caindo consecutivamente, sendo que a cidade é primeira no PIB estadual e a quinta na participação do imposto.
Criticou ainda a diminuição do reajuste do IPTU aprovado no final do ano passado na Câmara Municipal, o que causou uma queda na arrecadação. Aumentos concedidos “no apagar das luzes de 2012, na mudança de administração, quando não havia dotação orçamentária para garantir os valores”, mas que foram honrados em sua gestão Além de fatores provocados pela crise nacional.
Ao reunir a imprensa para divulgar essas informações, Olarte pediu apoio do funcionalismo; “O momento é de trabalhar, trabalhar para ajudar a buscar recursos”, defendeu.
Enquanto isso, ele disse que toda a equipe da prefeitura busca alternativas para conseguir sair da crise, até mesmo buscando parceiras com a iniciativa privada para poder arrecadar e voltar a administrar a cidade sem estar perto do limite de 51% da Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse limite está ligado à folha de pagamento que não pode comprometer a arrecadação da prefeitura. As duas secretarias que mais consomem, segundo Olarte, são Educação e Saúde, mas nem por isso os serviços e atendimentos ao cidadão serão suspensos.








