André Corrêa/PT no Senado
Senador que vai relatar "caso Delcídio" sai de reunião que o Conselho de Ética realiza amanhã
O novo relator da representação que apura se o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) quebrou o decoro parlamentar ao, segundo investigações do MPF (Ministério Público Federal), ter oferecido dinheiro e um plano de fuga para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não o citasse em depoimento de delação premiada será escolhido nesta quarta-feira (2) pelo Conselho de Ética do Senado. A escolha será durante reunião do Conselho.
A Agência Brasil lembra que a suposta proposta foi gravada pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, e serviu de base para o pedido de prisão de Delcídio, que estaria atrapalhando as investigações. O senador ficou 87 dias preso.
A agência recorda que na semana passada, o Conselho de Ética considerou o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) impedido de continuar na relatoria do caso. De acordo com o entendimento do colegiado, o tucano não poderia seguir como relator porque é membro do bloco da oposição, também composto por PV e DEM, que manifestou apoio à representação em desfavor de Delcídio. A decisão do conselho foi tomada após pedido da defesa de Delcídio pela impugnação de Ataídes.
Segundo a interpretação do senador João Alberto (PMDB-MA), presidente do conselho, poderão concorrer ao cargo de relator, na quarta-feira, apenas os membros da comissão pertencentes aos blocos da Maioria; e União e Força.
Isso porque, segundo a Agência Brasil, não podem ser eleitos para a relatoria membros do bloco de apoio ao governo, formado por PDT e PT, partido de Delcídio; do bloco Socialismo e Democracia, que é composto por PSB e Rede – um dos autores da representação; e do bloco da oposição, composto por PV, PSDB e DEM, sigla que manifestou apoio ao processo em desfavor de Delcídio.
Atualmente, apenas os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Sérgio Petecão (PSD-AC), que são do bloco da Maioria, e o senador Douglas Cintra (PTB-PE), do bloco União e Força, poderiam ser eleitos para a relatoria. O novo relator terá cinco dias úteis para apresentar parecer favorável ou não à continuação do caso, diz a Agência Brasil.
