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Política Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007, 14:32 - A | A

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007, 14h:32 - A | A

Nelsinho fala em seminário sobre obras de contenção de enchentes

Da Redação

O combate a inundações e o Plano Diretor de Drenagem foram temas da palestra proferida pelo prefeito Nelson Trad Filho na manhã dessa quarta-feira (31.10), durante o III Seminário Internacional de Direito, Águas, Energia e Aquecimento Global, promovido pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Em sua explanação, Nelsinho mostrou a situação em que ficou a cidade em seis de dezembro de 2005, fator preponderante para a busca de recursos que estão viabilizando as diversas obras em curso no Município.

Segundo o prefeito, são 13 frentes de trabalho com intervenções que incluem construção de barragens, recuperação de muros do gabião, recuperação das estruturas de revestimentos dos taludes, recuperação de calçadas e sarjetas e recuperação da microdrenagem e dos dispositivos auxiliares (poços de visita, bocas de bueiro, valestas) entre outras medidas. “Este foi um dos desafios que encontramos logo que assumimos a prefeitura e tenho como filosofia de vida que problema é para ser enfrentado e resolvido”, argumentou Nelsinho Trad a respeito das ações adotadas para acabar com as inundações.

Ciente de que os projetos custariam caro, o prefeito de Campo Grande foi buscar recursos federais para as obras. Ao todo serão investidos cerca de R$ 25 milhões, dos quais quase cinco milhões de reais são oriundos dos cofres municipais. O montante maior foi viabilizado através do programa Saneamento para Todos, desenvolvido com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Uma das intervenções que chama a atenção é a construção de três barragens no Córrego Sóter, que permitirão a retenção temporária das precipitações pluviométricas proporcional, no volume total de 50 milhões de litros, quantidade proporcional ao Estádio do Morenão completamente cheio de água. Na bacia Prosa/Sóter, a solução para acabar com a inundação na avenida Afonso Pena com rua Paulo Machado será a construção de uma galeria para captar as águas pluviais, lançando-as no Córrego Prosa 100 metros abaixo.

No fundo de vale do Rio Anhanduí o plano prevê a execução de 7.620 metros de recuperação da seção, construção de 12.600 metros quadrados de muros em concreto e. 2.600 metros de tubulações de drenagem. No mesmo local, também está sendo feita a recuperação da microdrenagem e dos dispositivos auxiliares, das estruturas de revestimento dos taludes das margens do córrego que foram destruídas e recomposição das descidas de água, dissipadores de energia e lançamentos.

O prefeito disse que, de um modo geral, a população ainda não viu os resultados das obras porque a maior parte delas está com apenas 30% do projeto concluídos. “Somente a intervenção do Vendas está com 70% concluídos. Mas já verificamos que, quando ocorre uma inundação, a água está sendo drenada com mais rapidez”, observou Nelsinho após sua palestra.

Já o Plano Diretor de Drenagem é um instrumento de planejamento que visa regulamentar a ocupação do solo, indicando medidas estruturais e não-estruturais relacionadas ao sistema de drenagem com vistas à redução/eliminação das inundações, buscando equilibrar o desenvolvimento com as condições ambientais das cidades integrando-se aos planos de esgotamento sanitário, resíduos sólidos e, principalmente, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município.

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