Lula Marques/Agência PT
Ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (à esquerda) e presidente em exercício Michel Temer
Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul ocuparam a tribuna na sessão desta terça-feira (24) para comentar a polêmica que levou à exoneração de Romero Jucá do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Jucá foi flagrado em gravações propondo um pacto para deter a operação Lava Jato.
Amarildo Cruz (PT) voltou a acusar o governo do presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB) de “golpista” e comparou a situação do ex-ministro com Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que teve o mandato cassado por suspeita de atrapalhar a Lava Jato. “O senador [Romero] Jucá deveria receber o mesmo tratamento que o senador Delcídio [do Amaral]”, opinou.
Ele criticou ainda as medidas do novo governo. “Quando a [presidente afastada] Dilma [Rousseff] alterou a meta fiscal, houve tudo o que já sabemos, mas agora o Temer quer aumentar o déficit e nada é feito”, afirmou. Para o deputado José Almi Pereira, o Cabo Almi (PT), o país se tornou motivo de piada no mundo. “O Brasil hoje é a chacota do mundo”, resumiu.
Do outro lado, Eduardo Rocha (PMDB) o governo e as medidas econômicas. “É preciso sim rever a meta fiscal e caminhar, colocar o Brasil nos trilhos e sem ódio no coração”, ressaltou. Mas para o deputado José Roberto Teixeira, o Zé Teixeira (DEM), que escândalos políticos envergonham a população, independente de partidos. “O fato é que a classe política está enojando o povo, independentemente de partidos, e defender o indefensável é muito difícil; é preciso deixar o Brasil caminhar”, afirmou.


