Chico Ribeiro - Portal MS
Reinaldo e Fátima Azambuja, primeira-dama e madrinha do projeto 'Bem Nascer'.
O governo do Estado lançou nesta sexta-feira (19), o programa Bem Nascer, que tem como meta combater a mortalidade materna e neonatal em Mato Grosso do Sul. O governador Reinaldo Azambuja anunciou nesta que o governo do Estado vai investir mais de R$ 14 milhões na estruturação da rede de atendimento à mulher grávida no Estado.
Segundo o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), neste ano, Mato Grosso do Sul registrou 45 óbitos maternos. "Esses índices envergonham nosso Estado. Mulheres pobres, indígenas, negras e que não têm informação ou acesso à saúde são as que mais morrem. Então, o programa [Bem Nascer] vem para mudar essa realidade", ressaltou o secretário Geraldo Resende.
No resultado parcial do banco de dados do SIM de 2021, a taxa de mortalidade infantil no Estado está em 11,02 por mil nascidos vivos. O objetivo do governo do Estado é reduzir essa taxa para 8,8 por 1000 nascidos vivos até 2023 com a implantação e desenvolvimento do projeto "Bem Nascer", que contou com a adesão dos 79 municípios. Destes 75 serão contemplados com a entrega de aparelhos de ultrassons. As cidades de Pedro Gomes, Novo Horizonte do Sul, Glória de Dourados e Taquarussu, por não possuírem estrutura médica para operar o equipamento e emitir laudos, terão como referências as unidades hospitalares da região.
"O projeto é um chamamento que nós fizemos para preservar vidas, das mulheres e das crianças. Então, o Governo do Estado organizou o 'Bem Nascer' com equipamentos, qualificação, treinamentos e recursos financeiros para contratar mais médicos, assistentes sociais e outros profissionais para organizar esse sistema em todos os 79 municípios, que devem aderir ao programa e abraçar essa causa, que é da sociedade", ponderou o governador Reinaldo Azambuja.
Além de receber equipamentos para intensificar as consultas do pré-natal e fazer acompanhamento diferenciado de grávidas de alto risco, os municípios receberão incentivos financeiros de R$ 20 a R$ 30 mil por mês, para custeio das atividades dentro do programa, que terão caráter permanente.
Chico Ribeiro/Portal do MS
Primeira-dama Fátima Azambuja convocou autoridades municipais para aderirem ao programa.
"Esse projeto é muito importante para nosso Estado, protegendo nossas mulheres e crianças. Meu papel como madrinha, e também de todas as primeiras-damas e prefeitas, é de incentivar, fortalecer e fazer com que esse projeto funcione, com um pré-natal bem feito e um acompanhamento da criança depois do nascimento. É um trabalho de proteção das nossas mulheres e de nossas crianças", destacou a primeira-dama e madrinha do projeto, Fátima Azambuja.

