A suinocultura brasileira deve manter trajetória de crescimento nos próximos dois anos, impulsionada pela demanda internacional e pelo fortalecimento do consumo interno. As projeções foram divulgadas nesta terça-feira (29) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Segundo a entidade, a produção nacional de carne suína deverá passar de 5,592 milhões de toneladas em 2025 para até 5,870 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5%. Para 2027, a expectativa é que o volume alcance 6,050 milhões de toneladas, com alta adicional de até 3,1%.
No mercado externo, as exportações também devem seguir em expansão. A previsão é de embarques de até 1,600 milhão de toneladas em 2026, avanço de 5,9% em relação às 1,510 milhão de toneladas projetadas para 2025. Em 2027, o setor poderá atingir 1,700 milhão de toneladas, representando crescimento de até 6,3%.
A maior produção também deve ampliar a oferta de carne suína no mercado brasileiro. A disponibilidade interna deverá crescer de 4,082 milhões de toneladas em 2025 para aproximadamente 4,270 milhões de toneladas em 2026, alta de até 4,6%. Em 2027, o volume poderá chegar a 4,350 milhões de toneladas, com incremento de até 1,9%.
Com maior oferta, o consumo per capita também tende a aumentar. A estimativa da ABPA é de que o brasileiro passe de um consumo médio de 19,1 quilos por habitante em 2025 para até 20 quilos em 2026. Em 2027, o consumo poderá atingir 20,4 quilos por pessoa, consolidando o avanço da carne suína no mercado nacional.
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