O Supremo Tribunal Federal (STF) foi informado pelo Ministério Público Federal (MPF) que o ex-senador sul-mato-grossense, Delcídio do Amaral (Sem partido), violou as medidas cautelares impostas a ele em troca de liberdade. A petição afirma que o ex-petista deixou de comparecer à Justiça a cada 15 dias, como havia sido decidido no alvará de soltura.
Deurico/Arquivo Capital News
A petição afirma que o ex-petista deixou de comparecer à Justiça a cada 15 dias
De acordo com a Agência Brasil, o documento foi enviado ao ministro Teori Zavascki, que concedeu liberdade ao ex-senador em fevereiro. Segundo o MPF, cabe agora ao ministro decidir se Delcídio volta ou não à prisão.
O advogado do ex-senador enviou nesta quinta-feira (28) um ofício ao ministro para afirmar que Delcídio do Amaral está em sua residência em Campo Grande e só retornará a Brasília no dia 9 de agosto.
Segundo a decisão de Teori, Delcídio deveria cumprir recolhimento domiciliar e comparecer à Justiça quando fosse convocado.
Entenda o caso
Delcídio do Amaral foi preso, por meio de uma gravação apresentada à Procuradoria-Geral da República por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
De acordo com a procuradoria, o senador ofereceu R$ 50 mil por mês para Cerveró e sua família, além de um plano de fuga.
Segundo os procuradores, o objetivo do ex-senador era evitar que Cerveró fizesse acordo de delação premiada. Os fatos ocorreram em uma reunião da qual participaram Bernardo Cerveró, o ex-advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, e o então senador Delcídio do Amaral.
