A administração municipal, por meio da secretaria municipal de Saúde Pública, entrou com ação junto ao Ministério Público Estadual para bloquear recursos do Fundo Estadual de Saúde. Os recursos deveriam ter sido utilizados no combate à epidemia de dengue que a capital enfrentou e para investimento na área da saúde do município, mas a verba não foi encontrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
De acordo com Secretário Municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, os recursos poderiam diminuir a superlotação nas unidades de saúde e melhorar o atendimento à população em Campo Grande. “A prefeitura tomou essa iniciativa devido ao fechamento dos leitos de UTI do Hospital Regional, o momento crítico de epidemia de dengue que o município enfrentou e também a migração de pacientes que vêm do interior do Estado para a nossa Capital em busca de atendimento clínico. Por isso entramos com um pedido para mobilizar uma ação e bloquear os recursos do Fundo Estadual de Saúde para ampliar os leitos de UTI na Capital. São mais de R$ 374 milhões que estão parados sem ao menos investir o mínimo constitucional”. Em relação à dengue, o município deixou de receber mais de R$ 3 milhões e essa situação precisa ser resolvida e apurada. Vamos cobrar providências para que esses recursos sejam utilizados e assim melhorar a qualidade e estrutura na saúde para a população de Campo Grande”, pontuou.
Com o intuito de resolver um assunto essencial para a população campo-grandense, o prefeito Alcides Berna se reuniu nesta semana com o presidente da Santa Casa, Esacheu Nacimento, o advogado Carmelino Resende, o diretor financeiro Carlos Alberto Franco, o diretor de finanças Milton Ferreira e o diretor de planejamento, Almil Rockemback.
Na reunião foi discutido sobre a saúde financeira do município e o impacto da crise dos repasses, além dos encaminhamentos e planejamento da saúde. Bernal esclareceu aos diretores sobre os repasses do município para o Hospital e informou que já determinou a solução das pendências. Entre as medidas adotada, a prefeitura, nesta sexta-feira (28), fez um repasse pós-fixado para a Santa Casa no valor de R$ 2.920.000,00.
Outra medida adotada em relação à saúde foi tomada pelo departamento jurídico da Sesau, que irá protocolar na segunda-feira (31) no Ministério Público Estadual pelo secretário de Saúde Ivandro Fonseca. O documento expõe que “a Controladoria Geral da União (CGU) apurou que o Estado de Mato Grosso do Sul possuia mais de R$ 9 milhões “parados em caixa” e não soube explicar o paradeiro de outros R$ 3,4 milhões repassados pelo Governo Federal no programa de aperfeiçoamento do SUS, na mobilidade incentivo financeiro para vigilância em saúde”.

