Roberto Higa e Victor Chileno/ALMS
Bancada do PSDB ainda pode conquistar a presidência da Assembleia
O deputado estadual Junior Mochi (PMDB), atual presidente da Assembleia, já tem votos suficientes para chegar à presidência da Assembleia e deve fazer o deputado Beto Pereira, candidato do PSDB, recuar.
Beto conseguiu aval do partido para concorrer, mas com restrições. O chefe da Casa Civil de Reinaldo Azambuja (PSDB), Sérgio de Paula, explicou que a prioridade é a governabilidade, sem disputa na Assembleia. Com isso, Beto tende a recuar do desejo de chegar à presidência.
O deputado tucano convenceu Azambuja a deixá-lo pelo menos tentar, mas não terá vida fácil. Mochi já tem 14 votos, o que garante a eleição dele e de seu primeiro-secretário, Zé Teixeira (DEM). Com isso, sobraria para o PSDB o cargo de vice, hoje ocupado por Onevan de Matos.
Mochi já tem os votos do quinteto do PMDB, do quarteto do PT, de Zé Teixeira, Grazielle Machado (PR), George Takimoto (PDT), Lídio Lopes (PEN) e Marquinhos Trad (PSD), o que deve obrigar Beto a renunciar, para evitar constrangimento.
“Temos um grupo com o Mochi. O Marquinhos também vota comigo. A conversa está muito bem alinhada e acho que tudo termina em consenso. Hoje não caminha para o enfrentamento. O governo tem oito deputados, mas não tem como ir para o confronto, porque já temos a maioria”, analisou Lídio.
Para chegar ao cargo Beto precisaria convencer três apoiadores de Mochi a trocarem de lado, o que não é uma missão muito fácil. Os peemedebistas e petistas não mudariam por questões óbvias. Mochi é do PMDB e o PT já anunciou que apoia qualquer um que não seja do PSDB.
Zé Teixeira compõe a chapa e disse que vota em Mochi independente das circunstâncias. Neste caso ele teria 10 votos. Caberia a Beto convencer Takimoto, Lídio, Marquinhos e Grazielle a mudarem de ideia. Ele só venceria se convencesse três destes quatro, visto que um empate favoreceria Mochi, por ter mais idade.


