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Política Sexta-feira, 04 de Março de 2016, 09:15 - A | A

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Ministro do STJ rebate denúncia de Delcídio de que atuou em favor de empreiteiros presos

Senador afirmou, em suposta delação premiada, que ele e Dilma participaram de reunião em que a nomeação de Dantas teria sido discutida para livrar empreiteiros acusados pela Lava Jato

Gilmar Lisboa
Capital News

Revista Veja

Ministro do STJ rebate denúncia de Delcídio de que atuou em favor de empreiteiros presos

Ministro desmentiu acusações de Delcídio supostamente feitas em delação premiada

O ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas desmentiu as acusações do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (afastado do PT-MS), acerca de suposto favorecimento ao governo de Dilma Rousseff (PT) e de empreiteiros presos na Lava Jato.


Segundo o site da revista Veja, Dantas disse que, ao fazer uma espécie de campanha para conseguir ser indicado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), "não se comprometeu" a tomar nenhuma decisão judicial direcionada ao governo de Dilma ou de aliados da petista, conforme acusou Delcídio.


O senador afirmou nas tratativas para fechar um suposto acordo de delação premiada, que ele e a presidente Dilma Rousseff participaram de uma reunião em que a nomeação de Navarro Dantas teria sido discutida para livrar empreiteiros presos durante a Operação Lava Jato.


O site de Veja disse que nomes de ministros do STJ já haviam sido encontrados em mensagens cifradas do herdeiro do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht.


Em Brasília, segundo o site, o presidente do STJ Francisco Falcão tinha como um dos principais interesses conseguir emplacar o desembargador Marcelo Navarro Dantas para a vaga aberta no STJ com a aposentadoria de Ari Pargendler.


Dantas, conforme Veja Online, recebeu 20 votos entre as indicações para o posto no tribunal e foi o segundo colocado na lista de candidatos encaminhada à Dilma. Ainda assim foi o escolhido, relata o site.

Ao chegar ao STJ, o magistrado se tornou relator dos pedidos de habeas corpus dos principais empreiteiros do país, mas, embora tenha votado pela soltura dos executivos, os demais ministros da 5ª Turma não seguiram seu entendimento e mantiveram os investigados presos.


Em dezembro do ano passado, a revista Veja, conforme o site da publicação, detalhou que Dantas, nos votos envolvendo empreiteiros da Lava Jato, disse que as prisões no maior escândalo de corrupção do país representavam um "julgamento de exceção".


Dias depois, cada ministro que julgaria os casos da Lava Jato passou a estar sob a maior pressão de suas carreiras, com ameaças de dossiês e promessas de boicotes em indicações, assinala o site.
Em nota divulgada nesta quinta, Ribeiro Dantas rebateu as suspeitas de que sua indicação tivesse como moeda de troca decisões de interesse do governo, ressalta a veja Online.


"Na época em que postulei ingresso no Superior Tribunal de Justiça estive, como é de praxe, com inúmeras autoridades dos três Poderes da República, inclusive com o referido parlamentar [Delcídio], que era então o líder do governo no Senado. Jamais, porém, com nenhuma delas tive conversa do teor apontado", afirmou. "Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim", disse, de acordo com o site de Veja.

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