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Política Quarta-feira, 08 de Julho de 2015, 14:02 - A | A

Quarta-feira, 08 de Julho de 2015, 14h:02 - A | A

BRASIL CENTRAL

Melhorar a logística e capacitar, são desafios para desenvolvimento do Brasil Central, diz Azambuja

Melissa Schmidt
Capital News

Deurico/Capital News

ministro, governador

Ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Unger e o governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB), durante coletiva sobre a Agência Brasil Central que deverá fomentar desenvolvimento de MS

Aumentar da produtividade, melhorar as condições de logística para o escoamento de produção, recuperar as pastagens, investir na educação e capacitação em novas tecnologias para pequenos e médios produtores. Esses são alguns dos objetivos e necessidades que o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger e o governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB) apresentaram durante coletiva sobre a Agência Brasil Central em Campo Grande.


A agenda é uma continuidade dos assuntos que foram definidos durante o 1º Fórum de Governadores do Brasil Central realizado no dia 3 de julho, em Goiânia, para definir prioridades de políticas públicas e ações conjuntas de planejamento para a Região. Objetivo da agência é fomentar o desenvolvimento no Centro-Oeste do país.

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Melhorar a logística e capacitar, são desafios para desenvolvimento do Brasil Central, diz Azambuja

Roberto Unger, Ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência

 

Para o ministro, a crise e recessão são oportunidades para pensar novas estratégias de desenvolvimento. “Ainda não resolvemos o problema de produtividade na economia brasileira e nos vemos obrigados a mudar de estratégia. A necessidade é a mãe da invenção e é por isso que estamos montando essa estratégia pós ajuste fiscal, e é por isso que eu estou andando o país, procurando um novo caminho para alavancar a economia”. O ministro visita os Estados do Movimento para entender quais as principais necessidades de cada região, a intenção é melhorar a produção da região central do país, investindo desde a educação básica, qualificação profissional, tecnologias de produção e escoamento.

 
O Movimento Brasil Central vai trabalhar no desenvolvimento de setores estratégicos para o desenvolvimento dos Estados da região: agropecuária, logística, industrialização, educação, empreendedorismo e inovação.


O governador de MS destacou a importância da educação e capaciação, do empreendedorismo, da inovação e da produção sustentável de alimentos como os principais itens de desenvolvimento para o Estado. “Não tenho dúvidas do potencial do Brasil Central em ocupar o mercado mundial no que se refere à produção de alimentos. A tendência para os próximos 50 anos é o mundo ter que dobrar a produção de alimentos e nós temos o espaço para isso, é a nossa oportunidade. Mas, é preciso um planejamento forte na industrialização, capacitação e qualificação, e assistência dos produtores, e se organizar com ações específicas para ocupar esta fatia de mercado.”

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ministro, governador, Azambuja

Azambuja acredita na capacidade de produção do Estado para ganhar mercado mundial


Para o governador, o crescimento na produção é o fator positivo para este pensamento: “A produção de soja do MS aumentou 1 milhão de toneladas de uma safra para a outra, a produção do milho deve aumentar 1.700 milhão de toneladas. Temos tudo para garantir esse mercado mundial. Mas, também não queremos aumentar essa produção deixando o pequeno e médio produtor para atrás, ele tem que crescer junto. É ae que entra a capacitação.”


O ministro também disse que a agência deve trabalhar para reduzir a área ocupada por pastagens degradadas ou em processo de degradação. Segundo ele, depois de recuperadas, essas áreas podem ser utilizadas para potencializar a produção pecuária, aumentando o número de animais por hectare e também para receber outras atividades, como a agricultura, a piscultura e a silvicultura.
Quanto ao modelo de escoamento, os pontos principais são: necessidades de melhorar o transporte multimodal, implantar os corredores bioceânicos e incrementar a aviação regional.  


Já em relação à educação, a intenção do governo do estado é ser mais ofensivo e implementar os cursos de capacitação em tecnologias futuras de produção para os pequenos e médios produtores com parcerias com Sesi e Senai.


O próximo encontro vai ocorrer em agosto, no Mato Grosso, entre ministro e governadores. Além disso, outros encontros estão previstos, para discutir as questões do Brasil Central e demandas dos estados, em outubro e novembro em Brasília (DF).

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