Campo Grande 00:00:00 Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026


Política Domingo, 21 de Novembro de 2021, 10:37 - A | A

Domingo, 21 de Novembro de 2021, 10h:37 - A | A

Direito fundamental

Médico e vereador da Capital diz porque é contra passaporte vacinal

Petistas recorreram para obrigar campograndenses a se vacinarem

Sivio Ferreira
Capital News

Vereador de Campo Grande pelo Patriotas, Sandro Trindade Benitez, votou contra o recurso dos  vereadores Camila Jara e Ayrton Araújo, ambos do PT, e autores do projeto de lei (PL) nº 10.244/21 que criaria o Programa de Incentivo à Imunização contra a Covid-19, o passaporte vacinal e a vacinação obrigatória contra o covid-19 em Campo Grande.

A Comissão de Constituição, Redação e Justiça (CCRJ) da Casa emitiu parecer contrário à tramitação do PL, mas os autores recorreram contra o parecer. A vereadora Camila Jara chegou a gravar um vídeo em que sambava, chamando opositores da proposta de "negacionistas". Mas só 'dançaria' mesmo na quinta-feira (18), com a rejeição do recurso.

Ciência de fato
Médico pediatra, toxicologista e nutrólogo, o vereador Sandro Benitez traz no currículo a experiência de Diretor Técnico do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o comando do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox), que já  capacitou centenas de médicos, biólogos e veterinários, farmacêuticos e enfermeiros para a prevenção e tratamento de vítimas de animais peçonhentos ou intoxicadas por medicamentos e entorpecentes. Como um homem da Ciência, o vereador apresentou argumentos lógicos para opor-se à obrigatoriedade.

“Tivemos o decréscimo extraordinário dos números de covid. Tinhamos 300 pessoas intubadas em Mato Grosso do Sul e hoje não temos nem 20. Com ou sem passaporte, nós já tivemos redução, demonstrando que [a medida] não teve qualquer importância até o momento [...]. Sou contrário ao passaporte”, frisou o vereador. Na sessão que rejeitou o recurso, o vereador defendeu que Campo Grande precisa se focar em outros desafios da saúde:

“Mês que vem fará 2 anos que a covid-19 teve início na China, causando muita tristeza em Campo Grande, no Brasil e no Mundo. Porém, estamos virando essa página. Temos tantos novos desafios pela frente, uma fila de espera de cirurgias eletivas, uma pandemia de obesidade e excesso de peso, de diabetes, hipertensão"
[comorbidades associadas à forma mais grave de covid] e "abuso infantil. Temos que focar a nossa energia enquanto legisladores em novos desafios para a saúde", afirmou.

'Por livre e espontânea pressão'
A expressão "incentivo à imunização" da proposta rejeitada é um eufemismo, um engodo retórico, já que a apresentação do passaporte vacinal se tornaria obrigatória para o acesso dos campograndenses a diversos locais e à participação em uma série de atividades coletivas.

A estratégia da proposta era a mesma de leis semelhantes que vêm sendo impostas no Brasil e mundo afora: segregar, constranger e coagir cidadãos que não aceitam submeter-se à vacinação, considerada por quem rejeita os novos "imunizantes" como uma proposta de caráter fascista, que viola direitos constitucionais fundamentais (a Constituição Federal, no artigo 5º, declara: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 

residentes no país, a inviolabilidade do Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança...") e até ao Código Civil, que na Lei nº 10.406, em seu artigo 15, determina: "Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica."


Céticos têm objeções legítimas contra à obrigatoriedade: produzidas à toque de caixa durante a crise sanitária do Sars-Cov-2, as vacinas são experimentais (estão na fase 3 de testes). Usam tecnologia genética (RNA mensageiro) nunca empregada em seres humanos em larga escala e que não possuem dados conclusivos sobre efeitos colaterais adversos a médio e longo prazo.

'Follow the money'
Ao ceticismo soma-se uma inédita vacinação em massa que não só foi autorizada emergencialmente em quase todo o mundo, como ainda foi propagandeada, em um esforço midiático nunca antes visto - e no mínimo suspeito - que acendeu o alerta dos mais prudentes.

Para quem não aceita o cerceamento de direitos fundamentais e desconfia que a massiva pressão midiática tenha mais a ver com os bilionários lobbies das gigantes da indústria farmacêutica do que com o nobre desejo de salvar vidas, o cerco de leis que mais se assemelham a decretos de regimes autoritários, totalitários, ditatoriais e de caráter fascista, têm se fechado cada vez mais.

Em Campo Grande, pelo menos por enquanto, deve haver algum alívio para essa pressão. Ainda que apenas temporário.

Comente esta notícia

Maura 21/11/2021

Em primeiro lugar quero parabenizar esses vereadores, estão mostrando à que vieram ao entrarem para vida política, estão representando o povo muito bem, jamais perante a nossa constituição federal, devemos ser obrigados à qqr atitudes que não concordamos….quem acha que deve tomar vacinas, que tomem, mas não venham querer obrigar quem não concorda com as mesmas à tomá-las….mais uma vez

positivo
0
negativo
0

Nilson Lopes 21/11/2021

Muito bom, essa pressão é por interesse financeiro dos laboratórios, que estão lucrando mais do que nunca, sem se preocupar com a saúde das pessoas.

positivo
0
negativo
0

2 comentários


Reportagem Especial LEIA MAIS