A senadora Marisa Serrano (PSDB) engrossa o grupo que pede a saída de José Sarney (PMDB – AP) da presidência do Senado. O ex-presidente da República tem situação incômoda na principal cadeira da Casa de Leis, após várias denúncias com relação aos chamados atos secretos – em que pessoas seriam contratadas de forma indiscriminada. Esta situação teria ficado insustentável após matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo”, de veiculação nacional, sobre o possível envolvimento de um neto de Sarney em empréstimos na instituição.
A reportagem do Capital News conversou com a senadora Marrisa Serrano, que expos sua opinião que seria contrastante com a atual gestão. “Acho que ele [Sarney] tem que se licenciar. O problema não é ele. Ele tem uma história com este País. É um home culto, letrado, é da Academia Brasileira de Letras. Ou seja, é um homem que serviu muito ao País.
Mas, como ele disse que não foi eleito para limpar o lixo, acho que tem que se licenciar.
Estamos precisando botar o lixo, aquilo que não presta para fora”.
Para a senadora, o “lixo” é o conjunto de irregularidade existentes na Casa de Leis. “É preciso enxugar o número de funcionários. Os nomes só foram divulgados, online, ontem. Temos que saber exatamente quantos [funcionários] temos e quantos precisamos ter. É preciso saber os salários de todos eles”.
A senadora confessa que se “espanta” com algumas informações que recebeu. “Você sabia que temos um serviço de psicologia para os senadores? Eu não sabia disso. Que temos um serviço de apoio à vida saudável? Deve ser academia, alguma coisa assim.”
O Capital News perguntou à senadora se o fato de engrossar agora o coro favorável à saída de Sarney seria uma jogada política para domínio da Casa. Pois, caso o peemedebista seja destituído, quem assume é o vice Marconi Perillo – que é do PSDB, assim como Marisa. A senadora diz que isso “de forma alguma tem a ver com jogada para favorecer o colega”.
“Essa bandeira foi levantada pelo Simon [Pedro Simon, PMDB – RS]. São vários outros senadores que pensam da mesma forrma”, finalizou.
A reportagem do Capital News tentou entrar em contato com os senadores Delcídio do Amaral (PT) e Valter Pereira (PMDB) durante todo o dia, mas não conseguiu contato.
Delcídio estava a caminho de Dourados para um seminário de seu partido. Sua assessoria disse que não poderia repassar informações com relação à presidência do Senado.
Quando ligamos para o celular de Valter Pereira, fomos encaminhados para a caixa de mensagens.
