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Política Sexta-feira, 08 de Julho de 2016, 07:00 - A | A

Sexta-feira, 08 de Julho de 2016, 07h:00 - A | A

CPI das vacinas

Laboratório será disponibilizado para testes em investigados na CPI das vacinas

Os investigados passarão por testes de anticorpos para comprovarem ou não se foram imunizados fora do grupo de risco

Patrick Alif
Capital News

Assessoria/Câmara Municipal Campo Grande

Um laboratório será oferecido para apurar o sumiço de vacinas contra o vírus Influenza H1N1

Um laboratório será oferecido para apurar o sumiço de vacinas contra o vírus Influenza H1N1

Foi anunciado nesta quarta-feira (6), que um laboratório será oferecido para apurar o sumiço de vacinas contra o vírus Influenza H1N1 na rede pública de Campo Grande. O anúncio foi feito pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).


Segundo o presidente da CPI, o vereador Alex do PT, no local, as pessoas denunciadas por supostamente terem sido vacinadas fora do grupo de risco, terão a chance de comprovar, por meio de exame de contagem de anticorpos, que não foram imunizados.


O laboratório ainda não foi definido, já que o pedido precisa ser oficialmente encaminhado à Mesa Diretora para deliberação. Os cinco vereadores da CPI já se comprometeram a fazer o exame também, para demonstrarem que não foram beneficiados com as vacinas supostamente desviadas da Prefeitura.


Alex do PT afirmou que cada vereador fará o teste, usando o próprio dinheiro. "Vamos fazer os exames, mas cada vereador pagará o seu, para não repetir suposto erro da Prefeitura, que teria beneficiado servidores usando dinheiro público. Vamos pedir também para que os demais 24 vereadores façam os exames, para não restar qualquer dúvida”, afirmou.


Segundo o vereador Engenheiro Edson, a realização do exame pelos envolvidos é essencial. "É de fundamental importância que façam esse exame, para comprovar se foi ou não imunizado", afirmou.
O relator da CPI, vereador Dr. Livio salientou que "é importante que seja escolhido um laboratório com vários postos de coleta, para facilitar o deslocamento de quem quiser se sujeitar a esse exame", pontuou.

 

Sigilo telefônico
Foram aprovados também três ofícios pelo colegiado, às operadoras Vivo, Tim e à ANATEL-MS, solicitando quebra de sigilo telefônico das servidoras Patrícia Mecatti Domingos - supervisora geral na Coordenadoria de Atenção Especializada, da Diretoria de Assistência à Saúde da Sesau; Marcia Regina Scherer - coordenadora da Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal; e Cássia Tiemi Kanaoka - gerente-técnico do setor de Imunização.


De acordo com os Ofícios, "a Comissão não tem interesse em obter os áudios dos telefonemas realizados, mas tão somente os relatórios de ligações efetuadas e recebidas no período de 01/03/2016 a 31/05/2016", diz o texto.


Os vereadores da CPI realizaram até o momento três oitivas e concluíram que as doses enviadas pelo Ministério da Saúde para a campanha contra o vírus Influenza foram suficientes para cobrir os grupos de risco, ao contrário do que alega a Prefeitura de Campo Grande.


Em Mato Grosso do Sul, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o número de confirmações da doença já é de 324. Segundo dados da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a campanha cobriu 91,24% do público alvo, sobrando 32.381 doses de vacina contra a gripe H1N1 com destinação incerta.

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