O senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB), fez duras declarações contra o PT, na quarta-feira (22), durante visita a Dourados, onde participou de uma grande festa em apoio à candidatura de Reinaldo Azambuja (PSDB). Segundo ele, o partido que está no poder central há 12 anos prestou um desserviço ao país ao institucionalizar a corrupção e o desvio de conduta.
“Diferente de outros países, no Brasil, a corrupção, o desvio de dinheiro e de conduta viraram método de governo, uma maneira de governar. Isso é inacreditável e precisa ser mudado. Não basta mudar o presidente, vamos ter que reconstruir o Brasil”, disse Serra, o senador mais votado do País, com mais de 11 milhões de votos (58,49% dos válidos).
Conforme a assessoria de imprensa do PSDB, o tucano citou como exemplo de má gestão os desmandos na área da saúde, que, segundo ele, está “inteiramente degradada”.
Quando era ministro da pasta, no governo FHC, Serra determinou que os cargos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) fossem ocupados dentro de critérios técnicos, o que foi desmantelado pelo PT.
“Tínhamos moralizado a administração, não tinha indicação política. Aí veio o Governo Lula revogou o decreto e a Funasa virou o maior centro de corrupção na área da saúde, até na questão da saúde indígena”, disse. E completou: “em meu último ano no Ministério, demorava-se cinco meses para aprovar um genérico [medicamento] e hoje demora 30 [meses]. A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] triplicou de tamanho, totalmente loteada”, completou.
Motivo de orgulho
Ao apontar para o futuro, José Serra disse que Mato Grosso do Sul tem bons motivos para ficar otimista, caso Reinaldo e Aécio vençam as eleições. O paulista disse que, se eleito, Reinaldo fará uma boa administração porque é um homem competente, austero, bem preparado e simples.
“Tenho certeza que, com o Reinaldo, Mato Grosso do Sul se abrirá para o futuro, se tivermos um governo federal diferente”, destacou.

