O deputado Beto Pereira (PSDB) lidera o bloco dos tucanos que tentam derrubar Junior Mochi (PMDB) da presidência da Assembleia, mas encontra dificuldades para reverter o favoritismo do PMDB na briga pelo cargo.
Beto Pereira conseguiu vencer Maurício Picarelli (PSDB) na disputa interna, mas terá muito trabalho para derrubar Mochi. O peemedebista já tem a maioria dos votos e Beto tenta reverter essa desvantagem. Todavia, deve esbarrar em feridas recentes e na própria idade.
O deputado tucano é mais novo que Mochi e em uma disputa apertada, caso ocorra, perde, em uma hipótese de empate. Neste caso, o candidato mais velho venceria. Beto é mais novo que Mochi.
A possibilidade de empate,em caso de disputa no voto, não é descartada, visto que o PSDB tem oito deputados e vários outros na base de Reinaldo Azambuja. Mochi conta com apoio de 14 e Beto precisaria convencer três deputados a mudarem de lado, visto que só dois daria empate e ele perderia do mesmo jeito.
Beto também esbarra na questão partidária. Mochi conta com apoio do quinteto do PMDB e do quarteto do PT, que não quer o PSDB na presidência por rivalidade política. Isso garante nove votos ao PMDB. Beto também conquistou antipatia de outros dois deputados durante a campanha em Campo Grande.
O deputado tucano fez duras críticas a Marquinhos Trad (PSD) na campanha em Campo Grande e certamente não deve ter apoio do deputado e de Lídio Lopes (PEN), esposo da vice de Marquinhos, com quem também teve embate. Isso garante a Mochi mais dois votos, chegando a onze e precisando de apenas mais um para um empate, que lhe daria a vitória no quesito idade.
Além dos 11 que já estão fechados, Mochi conta com o voto já declarado de Zé Teixeira (DEM) e com conversas adiantadas com Grazielle Machado (PR) e George Takimoto (PDT), fechando 14 votos, suficientes para reeleição.
Azambuja autorizou Beto a tentar viabilizar a candidatura, mas deixou claro que não quer disputa no voto. Ele trabalha por um consenso, evitando desgaste com o PMDB, que é base dele na Assembleia.



